
A perícia do celular de Silvana Germann de Aguiar, desaparecida há um mês, mostrou que o aparelho nunca esteve em Gramado, diferente do que indicava uma publicação feita em 24 de janeiro nas redes sociais dela. O post afirmava que Silvana havia sofrido um acidente de trânsito na Serra, o que a polícia já concluiu que não é verdade.
O aparelho foi encontrado no início de fevereiro nas proximidades do mercado Aguiar, que pertence à família de Silvana, em Cachoeirinha. Ela e os pais, Isail Aguiar, 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70 anos, não são vistos desde o final de janeiro.
— Comprovamos a nossa suspeita de que ela não saiu de Cachoeirinha, não foi para Gramado, como aquelas postagens na rede social denotavam — diz Anderson Spier.
As publicações feitas no perfil de Silvana nas redes sociais diziam que ela havia sofrido um acidente, mas que estava bem. Segundo a polícia, o objetivo da postagem seria despistar o sumiço.
Além disso, o delegado destaca que os pais de Silvana também não saíram de Cachoeirinha:
— A princípio, a suspeita dos moradores que nós ouvimos, as testemunhas, era de que eles teriam saído em busca da Silvana, até provavelmente pudessem ter ido atrás dela em Gramado. Mas nós já temos elementos que apontam que eles também não saíram da cidade. Desapareceram logo depois que foram vistos pela última vez, por volta de 15h [do dia 25 de janeiro].
A Polícia Civil considera concluir o inquérito mesmo sem localizar os desaparecidos. Conforme Spier, a investigação segue em andamento, e as autoridades praticamente descartam encontrar a família com vida.
O ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, é o principal suspeito de envolvimento no crime. Policial militar afastado do serviço em razão das investigações, ele está preso temporariamente desde 10 de janeiro.
O investigado ficou em silêncio durante o depoimento na última semana. A defesa de Cristiano alega que não teve acesso ao inquérito e que, por isso, ele ainda não se manifestou.
