O preso, de 31 anos, que trocou tiros com a Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (27) numa operação em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, morreu durante atendimento hospitalar. O nome dele não foi divulgado pela polícia.
Segundo o delegado Pedro Trajano, da Delegacia de Homicídios de Gravataí, esse mesmo investigado tinha sido identificado como o atirador durante execução que aconteceu em dezembro do ano passado. A apuração deste homicídio levou à realização da Operação Contra-Ataque nesta manhã.
Em dezembro de 2025, dois homens foram atingidos por tiros dentro de um veículo perto do Fórum de Gravataí. Um deles, de 32 anos, que estava na carona do carro, morreu no local e o outro ficou, de 51 anos, ficou ferido na perna.
— Ele foi identificado com o atirador nesta execução e, nesta manhã, atirou contra os policiais que tentavam realizar sua prisão — disse Trajano.
O investigado era considerado o principal alvo da ofensiva, que cumpriu mandados em Canoas e Cachoeirinha, na Grande Porto Alegre. Uma equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) cumpria o ordem de prisão preventiva quando foi recebida a tiros, segundo a polícia.
Houve troca de tiros. Um dos policiais civis teve o escudo atingido, mas não se feriu. O homem foi baleado e socorrido, mas morreu no hospital. Com ele, foi apreendida uma pistola de calibre 9 milímetros — arma de uso restrito.
Segundo a Polícia Civil, o investigado já tinha longa ficha criminal, incluindo dois homicídios, um duplo homicídio, além de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Em relação ao homicídio ocorrido em dezembro, segundo o delegado Trajano, o ataque teria sido motivado por disputa territorial envolvendo o crime organizado.

