
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, na segunda-feira (2), a turista argentina Agostina Páez por ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio. Além disso, o MPRJ requiriu a prisão preventiva de Agostina.
A argentina foi proibida de deixar o país e teve seu passaporte retido, após pedido da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca.
No dia 14 de janeiro, o funcionário de um bar em Ipanema procurou uma delegacia e relatou ter sido alvo de ofensas racistas feitas pela mulher, que estava de férias no país.
De acordo com a vítima, a turista apontou o dedo para ele e o chamou de "negro" de maneira racista e discriminatória. Conforme com a ação penal, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar.
O que diz Agostina
Em entrevista ao jornal argentino Info Del Estero, a mulher afirmou que houve uma confusão provocada por um suposto erro na conta do bar, solucionada depois que ela e seus amigos pagaram todo o valor cobrado.
Ao deixarem o local, os funcionários teriam debochado do grupo e tocado em suas partes íntimas "como se insinuassem que algo ia acontecer conosco, riram enquanto nos gravavam e é aí que tive aquela reação muito ruim", disse.
A estrangeira assume que fez xingamentos racistas a um funcionário, porém reconhece que não deveria ter agido dessa maneira.
De acordo com Agostina, o advogado contratado no Brasil para fazer sua defesa solicitou as imagens das câmeras de segurança do local.
Quem é Agostina Páez?
Além de advogada, a argentina também é influenciadora nas redes sociais. No Instagram, ela tinha 40 mil seguidores em uma conta que foi desativada. No Tiktok, são 78 mil. O perfil dela está com acesso restrito.
Segundo reportagem do La Nación, ela é filha de Mariano Páez. Empresário do ramo de transportes na Argentina, ele passou pouco mais de um mês preso no fim do ano passado acusado de violência de gênero contra a ex-esposa, segundo informações do site argentino Info del Estero.
