
Suzane von Richtofen, que ficou conhecida por mandar matar os pais em 2002, foi nomeada pela Justiça de São Paulo como inventariante do espólio do tio, Miguel Abdalla Netto. O médico foi encontrado morto em janeiro, dentro da casa onde morava no Campo Belo, zona sul de São Paulo. As informações são do g1.
Conforme a decisão judicial, o histórico criminal de Suzane não é relevante no processo do inventário do patrimônio, equivalente a R$ 5 milhões.
"Esclareço que o histórico criminal da herdeira não tem relevância jurídica nestes autos e, considerada a falta de manifestação de interesse por parte do outro herdeiro, é ela a única pessoa apta ao múnus (com o dever legal)", escreveu a juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões, na decisão.
Miguel Abdalla Netto morreu no dia 9 de janeiro aos 76 anos, sem filhos ou testamento. Pela lei de sucessão, a herança deve ser repassada aos sobrinhos vivos, que são, no caso, Suzane e seu irmão, Andreas.
O que é ser "inventariante"?
Ser inventariante é exercer uma função prevista em lei no processo de inventário, parte que formaliza a sucessão dos bens de uma pessoa que morreu. Ou seja, Suzane passa a administrar e preservar o patrimônio do tio até que a Justiça conclua a divisão de bens.
Isso não significa que Suzane é a herdeira, mas ela pode pedir esse direito no processo. Até lá, ela irá gerenciar os imóveis, contas e o carro deixado por Miguel mediante supervisão judicial, sem autorização para vender, usufruir ou transferir nada.
Suzane também deverá prestar contas à Justiça sobre qualquer ação praticada como administradora do espólio.
Defesa da prima contesta
A defesa de Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, avisou que irá recorrer a decisão que colocou Suzane como inventariante.
Ao g1, a defesa disse que foi surpreendida com a decisão judicial antes do fim do prazo para que fossem apresentados os documentos que, conforme ela, comprovariam união estável entre Carmem e Miguel. O prazo vai até 10 de fevereiro.
Carmem já registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de ter se apropriado indevidamente de vários bens.



