
Após dias de superlotação em delegacias, com presos aguardando registros dentro de viaturas, o encaminhamento de detentos ao sistema prisional do Rio Grande do Sul foi normalizado no final da noite de terça-feira (10), segundo a Polícia Civil.
De acordo com a subchefe da corporação, delegada Patrícia Tolotti, o problema vinha ocorrendo desde o final da última semana em delegacias de Porto Alegre e da Região Metropolitana. A dificuldade para transferência de detentos resultou em acúmulo de presos nas unidades policiais.
Na terça pela manhã, a reportagem flagrou três presos mantidos em duas viaturas estacionadas em frente ao Palácio da Polícia, por falta de vagas. Um dos detentos permaneceu mais de 12 horas dentro de um dos veículos.
A superlotação ocorreu devido à falta de vagas no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Penal (Nugesp), local para onde os presos são encaminhados antes de seguirem para o sistema prisional.
— Essa situação é fruto do trabalho que tem sido desenvolvido pelas polícias. A Polícia Civil tem realizado investigações qualificadas que tem ocasionado um grande número de presos e a manutenção das prisões. Então está acontecendo esse gargalo — afirma Tolotti.
Em 24 horas,, a taxa de ocupação no Nugesp caiu de 96% para 86%. Na manhã desta quarta-feira (11), eram 611 presos para 708 vagas.
— Eu não tenho como prever se vai acontecer novamente hoje, amanhã ou depois, mas é importante dizer que as secretarias estão incumbidas de que isso não não torne a acontecer, ou se porventura acontecer que seja feita uma interlocução para que seja resolvida a questão o mais rápido possível — complementa a subchefe.
A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo informou que as unidades de toda a Região Metropolitana registraram lotação máxima nos últimos dias. Dados da Polícia Penal apontam que 54.142 pessoas se encontram presas no Estado, incluindo todos os regimes.




