
O corpo da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez, 31 anos, conhecida como “Barbie humana”, foi exumado por determinação da Justiça para apurar se ela foi asfixiada e vítima de homicídio. As informações são do g1.
A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apontou a existência de lesões e manchas no pescoço compatíveis com asfixia mecânica. Para a Promotoria, os sinais indicam a possibilidade de morte violenta, como agressão ou esganadura.
A exumação ocorreu na última terça-feira (3), no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste da capital paulista. Os restos mortais passarão por nova perícia na Polícia Técnico-Científica e serão submetidos a um novo exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML).
O MP solicitou a perícia complementar após contestar o laudo preliminar, que apontou infarto causado pelo consumo de cocaína como causa da morte.
A Promotoria também discordou da conclusão do 7º Distrito Policial (DP), da Lapa, que havia classificado o caso como morte acidental e descartado a ocorrência de crime.
Com a nova decisão judicial, a investigação passou a ser conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O Ministério Público requisitou ainda exames e radiografias no pescoço de Bárbara para identificar possíveis marcas de esganadura ou fraturas, além de testes de DNA sob as unhas, para verificar se houve reação a uma agressão.
O inquérito ainda não foi concluído e aguarda os resultados dos exames periciais.
Entenda o caso
Bárbara Jankavski Marquez morreu no dia 2 de novembro de 2025, aos 31 anos, em São Paulo. Ela foi encontrada sem vida pela Polícia Militar na residência do defensor público Renato De Vitto, 51, no bairro da Lapa. O corpo estava seminu e apresentava manchas.
Inicialmente, a Polícia Civil concluiu que não houve crime, com base nos laudos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística, que não relacionaram as lesões encontradas no corpo a agressões.
O Ministério Público e os advogados dos pais da influenciadora, no entanto, levantaram suspeitas de homicídio. Eles alegam que Bárbara apresentava sinais de violência física, como lesões no olho, no pescoço e nas pernas, e pedem que as três pessoas que estavam na residência no dia da morte sejam investigadas.
Diante dos indícios apontados, o Judiciário entendeu que o caso poderia envolver crime doloso contra a vida e determinou a transferência da investigação para a Vara do Júri.
Até o momento, não há confirmação de homicídio nem suspeitos formalmente investigados. Apesar disso, a Justiça autorizou a apreensão do celular do defensor público para perícia.
O DHPP tem prazo inicial até o início de março para aprofundar as investigações, podendo haver prorrogação.
O que diz o defensor?
Em depoimento, Renato De Vitto afirmou que contratou Bárbara como garota de programa. Segundo ele, os dois consumiram cocaína, ela dormiu e não acordou.
O defensor disse que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e tentou realizar massagem cardíaca por cerca de nove minutos, sem sucesso. A morte foi constatada no local.
Como o 7º DP concluiu inicialmente que não houve crime, Renato e as outras pessoas presentes no imóvel foram ouvidos como testemunhas. Uma amiga afirmou à polícia que viu Bárbara cair e se machucar, o que explicaria as lesões.
Nas redes sociais, Bárbara também era conhecida como “Boneca Desumana” e acumulava mais de 400 mil seguidores no Instagram e no TikTok. Ela havia realizado 27 cirurgias plásticas para se parecer com a boneca Barbie.
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