
Três pessoas foram presas por suspeita de participação em três assassinatos no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Além do uso de medicamentos, eles também teriam aplicado desinfetante em pacientes.
Os casos ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado, conforme o g1.
Em um dos casos, um técnico de enfermagem teria utilizado uma seringa para aplicar desinfetante ao menos 10 vezes em uma paciente de 75 anos. No mesmo dia, ela sofreu diversas paradas cardíacas.
As vítimas são uma professora aposentada de 75 anos, de Taguatinga; um servidor público de 63 anos, de Riacho Fundo; e um servidor público de 33 anos, de Brazlândia.
A investigação mostra, ainda, que o mesmo técnico acessou o sistema do hospital e receitou uma medicação errada para os três pacientes que morreram. Ele mesmo buscou o medicamento na farmácia e aplicou nas vítimas sem consultar a equipe médica.
De acordo com a Polícia Civil, para disfarçar o crime, o suspeito realizava massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los.
Imagens das câmeras de segurança da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde os pacientes estavam, revelam que os medicamentos eram aplicados em momentos de piora das vítimas.
Em nota, o Hospital Anchieta disse que, "ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva", instaurou um comitê para investigar os casos e pediu a abertura de um inquérito policial.
Os suspeitos foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas sobre os crimes, de acordo com o hospital. As prisões aconteceram em 11 de janeiro. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.



