
A Polícia Civil investiga a morte de Leandro Pereira Teixeira, de 30 anos, ocorrida dentro do sistema prisional do Rio Grande do Sul. Ele era o motorista preso por atropelar um mecânico de forma proposital em Gravataí, em um caso apurado como tentativa de homicídio.
Segundo a Polícia Penal, o óbito foi constatado na manhã de quarta-feira (7), durante a conferência matinal no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (NUGESP), onde Leandro Pereira Teixeira estava detido. Ele estava sozinho na cela e apresentava indícios de morte.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e, diante das informações repassadas, orientou o chamado direto ao serviço de remoção de corpos. A Polícia Civil também foi acionada para os registros e para a investigação das circunstâncias da morte. A Corregedoria-Geral da Polícia Penal informou que irá apurar o caso, e um laudo pericial deverá apontar a causa do óbito.
Leandro Pereira Teixeira havia sido preso após invadir o pátio de uma loja às margens da RS-020, em Gravataí, atropelar um mecânico de 59 anos e ainda agredi-lo após a queda. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o motorista avançou com o carro, derrubou o portão do estabelecimento e atingiu a vítima.
O suspeito foi preso em flagrante pela Brigada Militar e teve a prisão preventiva decretada. A investigação do atropelamento é conduzida pela 11ª Delegacia de Polícia de Gravataí.
De acordo com a Polícia Civil, Leandro Pereira Teixeira teria descumprido uma medida protetiva concedida a uma ex-namorada e estaria perseguindo a mulher. Após não encontrá-la, ele teria cometido o atropelamento contra o mecânico, que não tinha qualquer relação com o caso.
A vítima sofreu fraturas na bacia, nos pés e em costelas. O homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Dom João Becker, em Gravataí, onde segue em recuperação.
Além da apuração do atropelamento, a Polícia Civil agora investiga as circunstâncias da morte de Leandro Pereira Teixeira dentro do NUGESP.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Leandro Pereira Teixeira até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Estado informou que a defesa de Leandro pediu que ele fosse encaminhado para uma internação psiquiátrica e que uma avaliação seria realizada por um especialista. "A decisão não chegou a ser cumprida em razão do óbito".
Também por nota, a Polícia Penal confirmou que a corregedoria irá apurar as circunstâncias do caso.
Confira as notas na íntegra
Nota do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
"O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que, durante a audiência de custódia de Leandro Pereira Teixeira, realizada em 18 de dezembro de 2025, a magistrada plantonista decretou a prisão preventiva e determinou, com urgência, a realização de avaliação psiquiátrica. Na mesma data, um exame médico apontou que não havia risco agudo que justificasse internação hospitalar. Posteriormente, a defesa solicitou nova internação psiquiátrica, alegando surto psicótico. Diante de informações inconclusivas em novo laudo técnico, a Justiça determinou, em 7 de janeiro de 2026, que a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) realizasse nova avaliação psiquiátrica por especialista, com eventual transferência para hospital, caso fosse constatada necessidade. A decisão não chegou a ser cumprida em razão do óbito do custodiado".
Nota da Polícia Penal
"A Polícia Penal informou que o óbito de Leandro Pereira Teixeira foi constatado durante a conferência matinal no NUGESP, onde ele estava detido sozinho em cela individual. O Samu foi acionado e orientou o chamado direto ao serviço de remoção de corpos. A Polícia Civil foi comunicada para os registros e investigação, e a Corregedoria-Geral da Polícia Penal irá apurar as circunstâncias do ocorrido. O laudo pericial deverá indicar a causa da morte."


