
A Polícia Civil ouvirá vítimas e testemunhas para esclarecer as circunstâncias de um roubo de R$ 600 mil em joias em um escritório de advocacia em Porto Alegre.
O caso ocorreu no início da noite de quarta-feira (14), no estabelecimento localizado em um centro comercial na Rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento.
Segundo o delegado Gustavo Pereira, que investiga o caso, o alvo dos criminosos era o escritório de advocacia, o único estabelecimento acessado pela dupla no prédio.
— Não é comum esse tipo de crime, não é costumeiro algo assim na região (Moinhos de Vento). Estamos com a investigação em andamento e qualquer divulgação de detalhes pode atrapalhar o trabalho. Vamos conversar com as vítimas e testemunhas, além de apurar a ação com imagens de câmeras de segurança, para identificar os responsáveis. Também queremos saber se há outros envolvidos — disse.
Entre os pontos a serem esclarecidos pela investigação estão como os criminosos descobriram que as joias estavam no interior do escritório, quanto tempo durou a ação e o modo de fuga deles.
Conforme Pereira, a investigação conversará formalmente com vítimas, testemunhas e responsáveis pelo escritório a partir deste quinta-feira (15). Os agentes também trabalham para obter imagens de câmeras de segurança do centro comercial e da região para adicionar ao inquérito. Ninguém foi preso até o momento.
Segundo a Brigada Militar, na noite do crime, dois celulares levados na ação e duas placas de veículos foram localizadas em uma lixeira na esquina das ruas São Jorge e Voluntários da Pátria, no Bairro Navegantes.
Como foi o crime
Dois assaltantes roubaram R$ 600 mil em joias que estavam em um escritório de advocacia localizado em um centro comercial na Rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O crime ocorreu por volta das 20h de quarta-feira (14).
Segundo a Polícia Civil, a dupla rendeu dois funcionários de estabelecimentos comerciais do prédio que estavam em frente ao complexo, que, naquele momento, já estava com a entrada fechada. Para acessar o local, os assaltantes ordenaram que as vítimas chamassem o porteiro, que, por conhecê-las, liberou a entrada e foi também abordado.
Os criminosos usavam capacete e máscara e um dos relatos indica que um dos homens portava uma arma de fogo.
Na sequência, as três vítimas foram levadas ao escritório de advocacia, onde havia outras três pessoas. Os seis abordados – o porteiro, dois funcionários rendidos na rua e os três presentes no escritório – foram amarrados com cadarços de tênis.
Por fim, os bandidos levaram relógios, anéis, brincos, entre outras joias. A informação preliminar da Brigada Militar indicava que os bens estavam em um cofre, que teria sido levado na ação. No entanto, segundo a Polícia Civil, as joias estavam fora do dispositivo de segurança, que foi deixado no local.
Além dos bens avaliados em R$ 600 mil, a dupla fugiu com cinco celulares das vítimas, que não foram agredidas fisicamente. Até o momento, ninguém foi preso.
O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) da Capital. Conforme apurou Zero Hora, o crime ocorreu no escritório Lacerda Advogados Associados, que não se manifestou sobre o episódio até o momento.




