
A mulher morta pelo companheiro em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, não registrou boletim de ocorrência nem tinha medida protetiva de urgência contra o autor do crime, com quem tinha um relacionamento há dois anos.
Segundo a Polícia Civil, Jucemar Padilha, 31 anos, matou a facadas Paula Gomes Gonhi, 44, na noite de segunda-feira (26). Conforme depoimento do filho dela, um adolescente de 17 anos fruto de um relacionamento anterior, as brigas entre os dois eram comuns. Este é o 10º feminicídio do ano no Rio Grande do Sul.
— Segundo ele, o suspeito ameaçava e agredia fisicamente a mãe. Em uma das brigas, o filho chamou a Brigada Militar, que foi até o local e a mulher disse que não era nada, não fez registros contra ele — disse a delegada Raquel Schneider, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Cruz do Sul.
Conforme a polícia, Padilha tinha antecedentes por dano ao patrimônio, ameaça, tráfico de drogas, desacato e lesão corporal. Ele foi preso em flagrante após o crime e levado ao sistema prisional.
Paula foi morta com golpes de faca por volta das 23h na casa onde morava com o preso, no bairro Renascença. Conforme a investigação, antes da morte, os dois brigaram porque ele desconfiava de uma traição. Paula morreu antes de receber atendimento médico.
O filho dela não estava em casa no momento do fato e chamou a polícia ao entrar no imóvel e encontrar a vítima caída no chão.
Após o crime, o homem tentou suicídio, foi levado para atendimento médico e liberado. Depois, foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional. Questionado sobre o feminicídio, ele permaneceu em silêncio.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Jucemar Padilha. O espaço está aberto para manifestação.





