Familiares do cabeleireiro Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, morto por um policial da Brigada Militar em Santa Maria, serão ouvidos pela polícia nesta segunda-feira (19).
O depoimento da mãe, Rosana Chaves, está marcado para a tarde. A mulher que presenciou a ocorrência registrada na última terça-feira (13), no bairro Tancredo Neves, na zona oeste do município, será a primeira ouvida.
Segundo relato da mãe, Santos estava com um martelo no momento da abordagem, mas, apesar de ter ameaçado danificar a viatura da guarnição, não aparentava oferecer perigo aos policiais.
Dois soldados da Brigada Militar participaram da ação, mas apenas um deles foi o autor dos três disparos. Ambos foram afastados do policiamento de rua. Paulo José Chaves dos Santos tinha 35 anos e morreu após ser atingido por tiros na lateral do tórax.
De acordo com informações, ele estaria em surto depois de ingerir medicamentos e álcool. A própria família acionou a Brigada Militar para pedir ajuda, com a intenção de que o homem fosse encaminhado ao hospital.
A investigação
O registro da ocorrência aponta que o policial efetuou os disparos em legítima defesa, após Paulo José tentar investir contra a guarnição com o martelo. Conforme o Comando Regional da Brigada Militar, a conclusão do inquérito depende da análise de laudos periciais, com previsão de encerramento até o fim desta semana. Já a investigação conduzida pela Polícia Civil deve se estender até a primeira quinzena de fevereiro.
Como foi o caso
- 6h da manhã, terça-feira (13 de janeiro): Brigada Militar é acionada a pedido da família, no bairro Tancredo Neves, em Santa Maria, para ajudar a conter um homem em surto e poder levá-lo ao hospital.
- Relato da família: Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, estava em surto, ameaçando parentes e quebrando móveis. Ele tinha diagnóstico de esquizofrenia, não tomava medicamentos e havia ingerido álcool.
- Chegada da viatura: ao se aproximar, Paulo se debruça sobre o veículo e pergunta quem chamou a polícia.
- Ação do homem: em seguida, Santos pega um martelo e avança contra os policiais.
- Reação policial: um PM desembarca do carro e dispara três vezes. Um dos tiros atinge Santos, que caminha alguns metros e cai morto no local.
- Após os disparos: vizinhos ouvem gritos da mãe da vítima, que acusa os policiais de terem matado seu filho.
- Investigações: Polícia Civil abre inquérito, recolhe armas para perícia e aguarda laudos. Brigada Militar instaura Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar conduta dos agentes e, em nota, lamenta o episódio.




