
Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, seguem desaparecidos no interior do Maranhão. As buscas mobilizam uma força-tarefa com equipes de resgate do Estado e do Exército.
As crianças sumiram no dia 4 de janeiro depois de saírem para brincar em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Desde então, os trabalhos se concentram na região onde elas foram vistas pela última vez.
Junto com elas, o menino Anderson Kauan, 8 anos, também desapareceu, mas ele foi encontrado no dia 7 de janeiro.
Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou nesta quinta-feira (22) que as buscas continuam. Apesar da ampliação das buscas, nenhuma pista ou vestígio foi encontrado até o momento.
O Batalhão Brasileiro, juntamente com a Polícia Civil, o Exército Brasileiro e a Marinha, continuarão na zona rural de Bacabal.
Investigações do caso
Desde o início das buscas, mais de mil pessoas participaram das operações, entre agentes das forças de segurança e voluntários. As equipes já percorreram mais de 200 quilômetros em ações por terra e pela água. Do total mobilizado, 260 profissionais integram o Sistema de Segurança Pública do Maranhão.
O trabalho conta com reforço aéreo, cães farejadores, drones de última geração e o uso do side scan sonarm — equipamento utilizado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras —, cedido pela Marinha do Brasil, empregado nas buscas no rio Mearim.
A Marinha também informou que, desde o domingo (18), foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio, sendo que cinco quilômetros foram vasculhados de forma minuciosa.
Ajuda nas investigações
Na terça-feira (20), com autorização da Justiça do Maranhão, Anderson Kauan participou das buscas pelas crianças.
Acompanhado por policiais e por uma equipe da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos trajetos feitos com os primos até o momento em que foi encontrado. Ele reafirmou as informações já repassadas à perícia da Polícia Civil e aos psicólogos que o acompanham.
Durante a ação, Anderson esteve em uma cabana conhecida pelos investigadores como “casa caída”, a cerca de 500 metros do rio Mearim. Segundo o relato, esse foi o último local onde esteve com os primos antes de sair para pedir ajuda. Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no ponto indicado.
O menino recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após permanecer internado por 14 dias. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias.