Dois casos de tentativa de feminicídio foram registrados na madrugada desta quinta-feira (22) em Porto Alegre.
A primeira ocorrência foi registrada no bairro Cristal, por volta da 1h. Um homem de 40 anos foi preso em flagrante após tentar matar a própria companheira a facadas.
De acordo com a Brigada Militar, um vizinho ouviu a mulher gritando por socorro e acionou a polícia pelo telefone 190. O Samu também foi chamado.
Em junho de 2025, a mulher registrou uma ocorrência contra o homem por agressão e ameaça, na época uma medida protetiva foi deferida, mas eles reataram o relacionamento. Os dois moravam juntos.
Quando as equipes chegaram ao local, a mulher de 38 anos estava sangrando e foi encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro. O agressor foi detido no local e levado à delegacia.
Já no segundo caso, no bairro Passo d’Areia, a Brigada Militar realiza buscas por um homem suspeito de tentar agredir a ex-companheira. Segundo a polícia, ele estava com uma faca em punho. A guarnição já havia sido acionada, mas, ao chegar à residência, o suspeito fugiu.
A mulher não se feriu. O caso será investigado, e as buscas pelo suspeito continuam.
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
Brigada Militar | Ligue 190
Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher:
- Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências);
- A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Veja a que fica mais próxima.
Delegacia Online
É possível registrar o crime pela Delegacia Online da Mulher, sem ter que ir até a delegacia, e também solicitar medida protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas | Disque 180
Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Ministério Público
O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior.
Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.
Defensoria Pública | Disque 0800-644-5556
Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Como solicitar a medida protetiva online
- A vítima deve acessar o site da Delegacia de Polícia Online da Mulher, registrar a ocorrência pela internet e preencher um formulário de avaliação de risco
- A mulher pode solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha — como afastamento do agressor da residência, proibição de aproximação, restrição de porte de arma, entre outras
- Um filtro de urgência será aplicado ao caso, que será direcionado aos plantões policiais do Estado
- A ocorrência e o pedido de medidas protetivas são encaminhados em até 48 horas ao Poder Judiciário, que deve decidir em até outras 48 horas
- A vítima receberá confirmação do protocolo, explicação do fluxo e orientação para procurar um local seguro enquanto aguarda a decisão
- No caso de concessão da medida, um oficial de Justiça intima o agressor
- A Polícia Civil e a Brigada Militar são informadas e passam a fazer monitoramento a distância, aguardando informações do Poder Judiciário ou da própria vítima e familiares em relação ao descumprimento da medida. Também há o monitoramento eletrônico com tornozeleiras — hoje há cerca de 300 agressores monitorados no RS
- Se o agressor desobedecer a medida (por exemplo, se aproximar da vítima), pode vir a ser preso em flagrante



