
A Polícia Civil indiciou nesta sexta-feira (5) os pais e a avó de Sol Gesat Pazzato, de apenas um mês e 28 dias, por maus-tratos seguidos de morte. A bebê morreu após dar entrada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), na região central do Rio Grande do Sul, em 27 de novembro, apresentando diversos ferimentos.
De acordo com o inquérito policial, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a menina teria sofrido episódios de violência que resultaram em fraturas, hematomas, escoriações, culminado na morte.
Segundo a investigação, o caso chegou à polícia depois que os pais, de 19 e 20 anos, procuraram o pronto atendimento médico, em 27 de novembro, alegando que a bebê estava com febre. Ao examinarem a criança, no entanto, os profissionais de saúde constataram que ela apresentava dezenas de hematomas e escoriações pelo corpo, inclusive olhos roxos e braço quebrado.
Diante da gravidade do quadro, a pequena Sol foi imediatamente transferida ao Hospital Universitário de Santa Maria, onde fraturas e lesões mais antigas, como costelas quebradas e traumatismo craniano, foram descobertas. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia.
O serviço de Pronto Atendimento também acionou a Brigada Militar, que conduziu os pais da menina à delegacia. No local, eles optaram por permanecer em silêncio e foram presos em flagrante por maus-tratos.
Atualmente, a mãe da criança está detida no Presídio Regional de Santa Maria, enquanto o pai foi transferido para um hospital psiquiátrico em Porto Alegre.
Mãe afirma que também era vítima de violência
A investigação aponta que o casal morava em uma pequena casa de madeira, juntamente com a avó paterna da criança. Para a polícia, a mulher alegou nunca ter presenciado agressões ou visto a neta ferida.
A polícia, no entanto, concluiu que, devido às condições do local e à convivência diária, seria impossível que ela não tivesse percebido o estado da menina — motivo pelo qual também foi indiciada pelo crime.
A avó materna também conversou com a polícia e afirmou que havia visto a criança em apenas duas ocasiões, pois o casal a privava do convívio com a neta.
Presa, a mãe da bebê disse em depoimento que era vítima de violência doméstica, física e psicológica, e que o companheiro monopolizava os cuidados com a filha, impedindo que ela se aproximasse da bebê.
Ela alegou ainda nunca ter machucado Sol e disse não saber que o pai a maltratava. Questionada sobre as múltiplas lesões, ela afirmou que o companheiro não lhe dava explicações e não permitia que ela o questionasse.




