
André Ávila Fonseca, 39 anos, foi condenado a 31 anos e quatro meses de prisão por matar e carbonizar a namorada, Laila Vitória Rocha Oliveira em 2023, em Porto Alegre. A sentença foi lida na madrugada desta sexta-feira (12) pela juíza Cristiane Busatto Zardo, da 4ª Vara do Júri da Capital.
Na época com 20 anos, a vítima foi morta a golpes de espada e teve o corpo queimado em uma lareira. O Tribunal do Júri seguiu o entendimento do Ministério Público, de que Fonseca praticou o crime por não aceitar o fim do relacionamento nem o desejo da vítima de voltar para casa, no Pará, onde a jovem nasceu e vivia com a família.
O homem, que se apresentava nas redes sociais como "bruxo" e "necromante", foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por meio cruel e uso de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de posse ilegal de arma de fogo.
O condenado, que não compareceu ao júri, já estava preso na Penitenciária Estadual de Charqueadas. A Justiça determinou o cumprimento da pena em regime fechado. Cabe recurso à decisão.
O júri
O julgamento ocorreu no Foro Central I da Capital. A sessão, que começou no fim da manhã de quinta-feira (11), teve como testemunhas de acusação a mãe da vítima e uma amiga. À tarde, foi ouvido um médico legista.
Na sequência, participaram dois psiquiatras listados pela defesa. Depois, ocorreu a fase de debates, ocasião em que acusação e defesa apresentaram suas teses ao Conselho de Sentença, formado por sete mulheres, que reconheceu as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público. A decisão foi proferida durante a madrugada desta sexta-feira.
O que diz a defesa
Zero Hora tenta contato com os advogados de defesa de André Ávila Fonseca. O espaço está aberto para manifestação.
Relembre o caso

Segundo o Ministério Público, o crime foi cometido em 25 de março de 2023 na Estrada das Quirinas, no bairro Lomba do Pinheiro, na zona leste da Capital. A vítima foi morta a golpes de espada e teve o corpo carbonizado em uma lareira.
O réu teve a prisão preventiva decretada, fugiu, mas foi localizado em Viamão, na Região Metropolitana, dias depois.
Conforme testemunhas, o casal se conheceu na internet e a jovem estava em Porto Alegre havia poucas semanas. Nas redes sociais, o condenado se apresentava como "bruxo" e "necromante", ou seja, um praticante de necromancia, um ritual que envolve a busca por se comunicar com pessoas mortas.




