O aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul reacende uma discussão urgente: como avançar, de fato, para acabar com a violência contra a mulher?
Para aprofundar o debate e propor caminhos, o Gaúcha Talks realiza nesta quarta-feira (3), às 16h, no Palácio Piratini, uma edição especial dedicada ao tema.
A mediação será da jornalista Andressa Xavier, e o encontro reunirá especialistas de diferentes áreas: Fábia Richter, secretária estadual da Mulher; Danielle Calazans, secretária de Planejamento, Governança e Gestão do RS; a psicóloga Nádia Krubskaya Bisch; e a empresária e influenciadora Deise Nunes.

Aumento nos feminicídios
De janeiro a agosto de 2025, o Estado registrou 53 feminicídios, um salto de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 40 casos.
O tema ganhou ainda mais repercussão nas últimas semanas após o assassinato brutal da estudante Catarina Kasten, 31 anos, em Florianópolis, um crime que chocou tanto Santa Catarina quanto o RS, onde o agressor nasceu.
Caso que intensificou o debate
Na manhã de 21 de novembro, Catarina seguia para uma aula de natação pela trilha da Praia do Matadeiro quando foi atacada por Giovane Correa Mayer, 21 anos, natural de Viamão, na Região Metropolitana.
Ele confessou ter estuprado e asfixiado a vítima, alegando ter sido incitado por "vozes em sua cabeça".
Imagens de câmeras de segurança e relatos de turistas ajudaram na localização do suspeito, que teve prisão preventiva decretada por feminicídio e estupro.
A investigação também apura a possível ligação de Mayer a outro caso, o estupro de uma idosa de 69 anos em 2022.
O assassinato de Catarina mobilizou colegas e professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde ela cursava mestrado, e motivou atos públicos por mais segurança às mulheres.
Serviço
- O que: Gaúcha Talks — Como avançar para acabar com a violência contra a mulher?
- Data: quarta-feira (3)
- Horário: 16h
- Local: Palácio Piratini
- Endereço: Praça Mal. Deodoro, s/n — Centro Histórico, Porto Alegre
Como pedir ajuda
Brigada Militar – 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556
- Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
- Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende o cidadão em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Para mais informações clique neste link




