
O júri dos irmãos Jean e Alan Centeno do Carmo, de 30 e 29 anos, acusados de participação na morte de Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, foi adiado para março.
O julgamento chegou a começar, nesta quarta-feira (10), mas foi interrompido porque o prédio I do Foro Central, onde ocorria a sessão, ficou sem energia elétrica. Não havendo previsão de restabelecimento do serviço, as atividades de todo o fórum foram suspensas.
Com isso, os réus, que respondem pelo crime ocorrido há 10 anos, serão julgados somente em 26 de março de 2026.
Segundo adiamento
O irmão mais velho dos dois, Vandré Centeno do Carmo, 35, foi julgado e condenado pelo mesmo caso, em setembro, a 19 anos de prisão. Na ocasião, Jean e Alan também teriam as condutas analisadas, porém, houve cisão do júri e dispensa dos réus.
A justificativa se amparou na colidência defensiva, que ocorre quando dois ou mais réus em um mesmo processo criminal apresentam teses de defesa que se contradizem entre si, ou seja, uma defesa prejudica ou anula a outra.
Relembre o caso
Cíntia Beatriz Lacerda Glufke foi morta e esquartejada em 7 de agosto de 2015. Segundo a denúncia, ela foi atraída à residência de um dos acusados, no bairro Jardim Carvalho, sob o pretexto de um almoço. Após discussão, foi agredida e morta com golpes de marreta. O corpo foi esquartejado com serra elétrica.
O tronco e a cabeça foram enrolados em um lençol, enterrados e cimentados no bairro Rubem Berta. Pernas, pés, mãos e braços foram colocados em uma mala.
Por volta das 19h30min do mesmo dia, câmeras de segurança da rodoviária de Porto Alegre flagraram Vandré Centeno do Carmo embarcando para São Joaquim, em Santa Catarina, com uma mala.
Na madrugada do sábado, 8 de agosto, ele abandonou a bagagem em um terreno baldio, a cerca de 200 metros da rodoviária do município. A mala foi encontrada no dia seguinte por um catador de recicláveis.
A vítima
Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34 anos, era mineira de Uberaba e morava em Porto Alegre. Ela era casada havia 12 anos com o programador Thomas Glufke. O casal se conheceu por meio de uma rede social da igreja mórmon.
Os dois teriam vivido uma crise conjugal nos meses que antecederam o assassinato de Cíntia. No dia do crime, Thomas estava em viagem a trabalho aos Estados Unidos.
Incialmente, Cíntia tinha uma relação de amizade com Vandré. Na época da morte ela estava desempregada, mas antes trabalhara com ele em um hotel da capital gaúcha. Eles também foram colegas em um curso de comissário de bordo. Vandré chegou a viajar até Uberaba para conhecer a família da amiga.



