As 17 pessoas que foram presas em flagrante em uma falsa central telefônica em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, tiveram as prisões convertidas em preventivas nesta sexta-feira (19).
Os suspeitos haviam sido localizados em um sítio no final da tarde de quinta-feira (18), onde a Polícia Civil também encontrou centenas de chips e diversos roteiros para a simulação de atendimentos telefônicos de instituições financeiras. Cerca de 30 celulares e quatro máquinas de cartão de crédito também foram localizadas pela Polícia Civil.
Conforme a polícia, computadores logados ao sistema E-Proc — utilizado para a tramitação e consulta de processos judiciais — também foram localizados no local, indicando que os suspeitos também aplicavam o chamado golpe do falso advogado.
Diferentes funções
Segundo o delegado João Paulo de Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), cada preso é suspeito de exercer um "papel" dentro do grupo criminoso. A quadrilha seguia um "script", simulando atendimentos reais de instituições financeiras aos cidadãos, de forma a ludibriar as vítimas.
— Algumas dessas pessoas contatavam as vítimas se passando por funcionários das instituições bancárias, através de uma história que eles tinham escrito. Outras pessoas buscavam identificar essas potenciais vítimas, através de números de telefone, CPFs, dados cadastrais, para justamente praticar esses golpes, os estelionatos e obter vantagens indevidas através da transferência de valores para contas do grupo — detalhou o delegado.
Busca e apreensão gerou reviravolta
De acordo com a delegada titular da Delegacia de Roubo de Veículos (DRV), Jeiselaure de Souza, a descoberta aconteceu após relatos indicarem que o sítio funcionava como um local de receptação e venda de veículos roubados e furtados. Quando os policias chegaram para o cumprimento de mandados de busca e apreensão, no entanto, constataram que a chácara era usada como uma central de golpes telefônicos.
— Nos deparamos com uma central de golpes, centenas de chips, tanto novos quanto já vinculados em contas, como também chips queimados, destruídos, computadores logados em WhatsApp, passando informações bancárias, com script do que eles diziam para as vítimas, um computador logado ao Eproc (sistema do Poder Judiciário), consultando processos, muito possivelmente para o golpe do falso advogado — detalhou a delegada.
O caso segue sendo investigado.

