
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) realiza uma megaoperação nesta quinta-feira (27) contra grupo suspeito de articular um esquema de fraude fiscal que teria causado um prejuízo de mais de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e da União.
De acordo com o g1, 190 alvos da operação são suspeitos de integrarem uma organização criminosa e de praticarem crimes contra a ordem econômica e tributária e lavagem de dinheiro. Eles também estariam ligados ao Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro — considerado o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União —, e outras empresas do setor de combustíveis.
São cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal. Também foram bloqueados pelo Cira R$ 8,9 bilhões de pessoas envolvidas no esquema.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que as fraudes ocorriam por meio de uma rede de colaboradores, holdings, offshores que utilizavam fintechs e fundos de investimentos.
O dinheiro desviado era reinvestido em propriedades, negócios e outros ativos para dificultar o rastreamento.
Segundo a Receita Federal, foram localizados 17 fundos ligados ao grupo que juntos somam R$ 8 bilhões. A análise destes fundos apontou ainda a participação de entidades de Delaware, nos Estados Unidos, conhecida por permitir a criação de empresas do tipo LLC com anonimato e sem tributação local, desde que não gerem renda em território norte-americano.
A ação batizada de Poço de Lobato conta com 621 agentes públicos entre promotores de Justiça, auditores fiscais da Receita Federal, das secretarias da Fazenda do município e do Estado de São Paulo, além de policiais civis e militares.


