
Os homicídios dolosos apresentaram redução na comparação anual no Rio Grande do Sul. Em outubro de 2025, foram registrados 80 casos, frente a 128 ocorrências em outubro de 2024, o que corresponde a queda de 38%. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (13).
No comparativo mensal, o número de vítimas de homicídio doloso aumentou. O total passou de 73 pessoas assassinadas em setembro para os 80 casos de outubro, o que representa alta de 9,6%.
No acumulado de janeiro a outubro deste ano, foram registradas 885 vítimas de homicídio doloso.
Em entrevista à Zero Hora, o secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, comenta que a redução dos homicídios dolosos no Estado é resultado de um conjunto de ações continuadas das forças de segurança, como a integração entre órgãos públicos.
— Outubro aumentou em relação a setembro, mas setembro havia sido o melhor mês de toda a série histórica. Então, quando a gente compara outubro deste ano com outubro do ano passado, reduzimos quase 40%. Há queda no conjunto do ano — destaca o secretário.
Os latrocínios também tiveram redução na comparação anual: passaram de três para um caso, retração de 67%. No recorte entre setembro e outubro deste ano, o indicador passou de cinco para um caso. Ao longo de 2025, foram 24 pessoas mortas em roubos seguidos de mortes.
Feminicídios mantêm número de 2024 e têm alta no comparativo mensal
Os feminicídios consumados registraram 10 casos em outubro de 2025, mesmo número observado em outubro de 2024, sem variação anual.
No comparativo entre setembro e outubro, houve alta. O Estado passou de quatro para 10 feminicídios consumados, o que representa aumento de 150% no período.
No total do ano, o Estado contabiliza 69 feminicídios consumados.
Violência contra a mulher
Ikeda afirma que o feminicídio possui dinâmica distinta dos demais homicídios, ocorrendo majoritariamente dentro de casa.
— O feminicídio acontece dentro do próprio lar. Conseguimos agir somente se houver solicitação e registro da vítima — fala o titular da SSP.
Segundo o secretário, o Estado ampliou portas de acesso para denúncias e atendimento, integrando as pastas de Segurança e Saúde para identificar vítimas silenciosas. Um sistema permite que notificações de atendimentos suspeitos em postos de saúde sejam enviadas às autoridades policiais.
— Se a vítima buscou o posto de saúde, a saúde nos informa e, através da inteligência, acessamos o registro para tentar identificar um caso de violência doméstica — diz Ikeda.
O secretário também menciona a articulação permanente da SSP com a recém-criada Secretaria da Mulher, para ampliar mecanismos de prevenção.






