
Uma investigação do Ministério Público Militar apura um suposto esquema de desvio de armas e munição do Exército, em São Borja, na Fronteira Oeste. Nas casas de três praças, foram encontrados fuzil, revólver, duas granadas, cargas de morteiro, pólvora e projéteis, além de milhares de estojos deflagrados.
A suspeita surgiu durante uma revista de rotina ao final do expediente. Um soldado estava deixando o quartel levando na mochila uma caixa com 40 projéteis de fuzil calibre 7.62 milímetros e outros seis de munição traçante, que deixa um rastro de luz ao ser deflagrada. O militar foi preso em flagrante e teve o celular apreendido.
Em depoimento, ele disse que havia pego a munição por engano. Todavia, a partir dos dados extraídos do telefone celular, a Polícia Judiciária Militar e a Procuradoria de Justiça Militar em Santa Maria identificaram o que seriam outros ramais do desvio. De posse de mandados de busca e apreensão, eles vasculharam as casas dos suspeitos no dia 12 de novembro.
Nos imóveis, foram apreendidos:
- 61 munições calibre 7.62 mm
- 8 munições calibre 7.62 traçante
- 7 cargas suplementares de granada de morteiro
- 21 munições de fuzil calibre 308
- 2 granadas de efeito moral
- 1 fuzil calibre 308
- 1 revólver
- 7 munições de revólver 357
- pólvora negra
- 144 cartuchos deflagrados de metralhadora calibre .50
- 1.149 cartuchos deflagrados de fuzil 7.62,
- 1 estojo deflagrado de munição de canhão 90 mm
- material para recarga de munição
- 7 celulares
O soldado cumpriu cerca de 30 dias de prisão preventiva e foi solto. Os outros militares não foram presos. Todos respondem a inquérito policial militar, por suspeita de peculato e furto qualificado.



