
Uma mulher que foi denunciada pelo Ministério Público por causar a morte de duas pessoas após aplicar silicone industrial para fins estéticos nas vítimas foi presa no Pará durante ação do MP.
Conforme a Justiça, os crimes aconteceram em 2018 e em 2025, no Rio Grande do Sul. As vítimas são Carlos Henrique Lacerda e Karoline Vinhas Velasques. O nome da ré é Bruna Belém da Silva Souza.
A prisão preventiva ocorreu em Belém no dia 1º deste mês, mas detalhes só foram divulgados na manhã desta quinta-feira (13). Bruna foi presa após cerca de um ano foragida da Justiça.
Em janeiro deste ano, após decisão judicial, ela foi mantida em liberdade provisória em processo que responde pela morte de Lacerda em Porto Alegre.
Segundo o MP, ela fugiu após se tornar ré pelos homicídios dolosos das vítimas e foi localizada no Pará.
De acordo com os advogados responsáveis pela defesa dela, "a ré já foi citada e está à disposição da justiça para comprovar sua inocência quanto ao suposto crime a ela imputado (...) Portanto, a defesa informa desde já, que vai pleitear a revogação da prisão preventiva da acusada, para que possa exercer o direito de responder ao processo em liberdade" (leia a nota, na íntegra, abaixo).
Nota da defesa
"A defesa esclarece que os fundamentos que ensejaram a prisão preventiva da ré não se mostram contemporâneos. A ré já foi citada e está à disposição da Justiça para comprovar sua inocência quanto ao suposto crime a ela imputado. O instituto da prisão preventiva não pode ser utilizado como antecipação de culpa, devendo ser adotado exclusivamente quando presentes os requisitos e fundamentos acauteladores elencados no artigo 312 do Código de Processo Penal, não sendo o caso presente.
Portanto, a defesa informa desde já, que vai pleitear a revogação da prisão preventiva da acusada, para que possa exercer o direito de responder ao processo em liberdade, com o máximo respeito ao princípio democrático da Presunção de Inocência, assegurado na Carta Magna".



