
Após três dias de julgamento, o júri popular absolveu o policial militar Henrique Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo. O veredito foi lido nesta sexta-feira (14).
O lutador morreu durante um show no Clube Sírio, na zona sul da capital paulista, em agosto de 2022. Lo foi atingido por um disparo na cabeça e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Velozo se apresentou à Corregedoria e estava preso no presídio militar Romão Gomes desde então.
O julgamento começou na quarta-feira (12), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. As informações são do g1.
A defesa sustentou que o policial agiu em legítima defesa, tese aceita pelos jurados. Pelo menos quatro dos sete integrantes do conselho de sentença votaram pela absolvição. A decisão foi confirmada pela juíza Fernanda Jacomini, da 1ª Vara do Júri.
Segundo apuração, a Justiça já expediu o alvará de soltura do PM, que deve deixar o presídio nos próximos dias — sem data definida.
— A Justiça prevaleceu e o arbítrio foi afastado — declarou o advogado Cláudio Dalledone Jr.
O Ministério Público havia denunciado Velozo por homicídio triplamente qualificado, com expectativa de pena superior a 20 anos. Ao longo do processo, foram ouvidas nove testemunhas e o próprio acusado. O caso teve audiências adiadas em 2025 por decisões judiciais e discussões entre acusação e defesa.
Em outubro, a Justiça anulou a decisão do governo paulista que havia demitido o policial militar Henrique e suspendido o pagamento de seus salários. Com a medida, ele foi reintegrado à corporação e voltou a receber remuneração mensal superior a R$ 14 mil.




