
O número de mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, já passa de 130. A informação foi dada pela Defensoria Pública fluminense na manhã desta quarta-feira (29).
Na terça (28), o governo do Estado havia confirmado 64 óbitos, sendo quatro deles de policiais. Já nesta quarta, em coletiva de imprensa, corrigiu esse número para 58.
Durante a manhã, moradores do complexo da Penha levaram mais de 70 corpos para a Praça São Lucas, uma das principais da região, para que pudessem ser levados ao Instituto Médico Legal (IML). O cadáveres estavam em uma área de mata, onde houve confronto entre traficantes e policiais.
Guerra no Rio de Janeiro: o combate ao crime organizado
Por volta das 7h40min, caminhonetes da Defesa Civil estadual chegaram para recolher os cadáveres e levá-los à sede do IML. A remoção foi concluída por volta das 11h.
Entenda, ponto a ponto, os números da megaoperação do Rio de Janeiro:
- O governo havia informado, em balanço divulgado na terça-feira (28), que havia 64 mortos, sendo que quatro eram policiais civis e militares
- Na manhã desta quarta (29), o governador Cláudio Castro confirmou em coletiva 58 mortos: desses, 54 eram criminosos e quatro policiais. Castro não esclareceu por que o número do balanço de terça foi alterado
- Já a cúpula da segurança do RJ e do governo do Estado afirmam que são 121 mortos: quatro policiais e 117 suspeitos
- Moradores afirmam ter encontrado 74 mortos na mata. Os corpos foram levados para uma praça na Penha. Secretário da Polícia Civil fala em "63 corpos achados na mata"
- Haverá uma perícia para ver se há relação entre essas mortes e a operação
- Sobre as prisões, o delegado Felipe Curi disse que foram 113 presos, sendo 33 de outros Estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco
Operação mais letal da história
A megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão é considerada a mais letal da história do Brasil. Pelo menos 2,5 mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro foram às ruas para cumprir cem mandados de prisão. Criminosos reagiram com tiros e barricadas em chamas.
Ainda em retaliação, segundo a Polícia Civil, eles lançaram bombas com o auxílio de drones e fugiram pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à registrada em 2010, quando o Complexo do Alemão foi ocupado.
Uma mulher foi feita de refém por 26 criminosos na Vila Cruzeiro, na zona norte da capital fluminense. Na casa onde eles estavam, foram encontrados 19 fuzis. Um dos criminosos foi morto e os outros 25, presos. Na mesma região, foram apreendidos 200 quilos de maconha.
No total, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos.










