
Questionado sobre corpos decapitados encontrados após a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que "criminosos podem ter feito novas lesões" nos mortos. Conforme balanço do governo fluminense, 117 suspeitos foram mortos, além de quatro policiais.
— Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça? Os criminosos podem ter feito novas lesões nos corpos, podem ter feito isso ai (cortado a cabeça) para chamar a atenção da imprensa — declarou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (30) no Centro de Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro, conforme o g1.
Curi também assegurou que a Polícia Civil vai investigar princípios de vilipêndio com os corpos dos mortos. Além da decapitação, alguns suspeitos também surgiram sem roupas na Praça São Lucas. As autoridades afirmam que moradores das comunidades retiraram as roupas das vítimas, a fim de esconder trajes camuflados que eram utilizados.
Perícia restrita
Curi ainda comentou a restrição imposta a representantes da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, impedidos de acompanhar os exames periciais dos corpos nesta quinta-feira. Ele argumenta que o órgão precisa sinalizar a equipe que vai acompanhar os procedimentos, porque diferentes defensores tentaram acessar a sala de necrópsia por conta própria.
— Não temos nada a esconder. É uma minoria lacradora que quer chamar a atenção (...) O IML não está aberto a visitação — argumentou Curi, citando que o Ministério Público centralizou esse trabalho e tem tido acesso total às perícias.
Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Santos corroborou a fala de Curi. Segundo ele, a perícia vai revelar se as lesões dos corpos foram feitas antes ou depois da morte dos suspeitos.
Santos também projeta que a identificação dos corpos seja concluída até o fim de semana. Ele explica que há dificuldade no processo porque "muitos dos mortos são de outros estados".

