
A Polícia Civil prendeu 20 pessoas em uma operação contra o tráfico de drogas realizada na manhã desta sexta-feira (5) no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A ação, coordenada pela Delegacia de Polícia de Guaíba, foi resultado de uma investigação iniciada em agosto de 2023, após a prisão de um homem envolvido com três grupos que traficavam entorpecentes.
Esses três grupos, de acordo com a investigação, foram desarticulados. Um deles era liderado por um homem de Porto Alegre, que recebia drogas de Florianópolis, em Santa Catarina, e do Paraguai e as revendia em várias cidades gaúchas, incluindo Guaíba.
O segundo núcleo tinha como chefe um homem de Guaíba, que, segundo a polícia, ostentava uma vida de luxo em Capão da Canoa, no Litoral Norte, com imóveis e carros de alto padrão que comprou com o dinheiro que conseguiu através da tele-entrega de drogas.
O terceiro grupo era liderado por um homem já preso, apontado como responsável por crimes violentos ligados ao tráfico. Ele coordenava as atividades de dentro da cadeia, com o auxílio de comparsas e da companheira.
— Também chama atenção alguns produtos em posse dos investigados, como, por exemplo, sementes de maconha oriundas da Espanha — conta a delegada responsável pela operação, Karoline Calegari.
As prisões ocorreram em Porto Alegre e Guaíba, na Região Metropolitana; Tramandaí, Capão da Canoa e Xangri-lá, no Litoral Norte; Barra do Ribeiro e Amaral Ferrador, na Região Sul; e Florianópolis, em Santa Catarina. Foram 18 prisões preventivas e duas em flagrante, além do mandado de prisão contra o líder que já estava no sistema prisional. Três suspeitos estão foragidos.
Também foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, que resultaram na captura de um veículo, armas incluindo submetralhadora, espingarda e uma pistola roubada, além de drogas como cocaína, maconha, ecstasy e crack.
Ao todo, 130 policiais civis e militares participaram da ação. A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Guaíba e recebeu apoio da Brigada Militar, do Departamento de Polícia do Interior, do Departamento de Polícia da Região Metropolitana, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e do Departamento de Aviação (DAV). Os presos foram encaminhados ao sistema prisional, e estão sob responsabilidade da Justiça.


