
A Justiça do RS determinou medidas cautelares contra o professor de direito e advogado suspeito de crimes sexuais em Porto Alegre. As restrições a Conrado Paulino da Rosa incluem monitoramento eletrônico por tornozeleira, comparecimento mensal em juízo e proibição de manter contato com as supostas vítimas e testemunhas.
Conrado também está impedido de frequentar instituições de Ensino Superior, congressos e simpósios. Outras determinações são retenção do passaporte do suspeito, recolhimento domiciliar entre 20h e 6h e a proibição de deixar a comarca de Porto Alegre.
A defesa de Conrado afirma que "ele tem cumprido rigorosamente todas as determinações judiciais" (leia a íntegra da manifestação abaixo).
A Justiça não informou os motivos da decisão nem os detalhes sobre o andamento do caso, em razão do sigilo.
A Polícia Civil também não se manifestou. Questionada, a delegada Fernanda Campos Hablich, responsável pela investigação, preferiu não comentar.
A investigação da 2ª Delegacia da Mulher já soma 12 possíveis vítimas. Os casos teriam acontecido entre 2013 e 2025, conforme relatos obtidos pela investigação da Polícia Civil.
Na última semana, a Fundação Escola Superior do Ministério Público confirmou que demitiu Conrado, mas afirmou que a decisão se deu "em caráter administrativo, conforme previsto no regimento interno da FMP, sem a realização de juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à Instituição." O Instituto Brasileiro de Direito de Família, instituição que ele presidia, o afastou do cargo. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo ético-disciplinar contra ele.
Contraponto
Nota da defesa de Conrado
A defesa do advogado Conrado Paulino da Rosa informa que ele tem cumprido rigorosamente todas as determinações judiciais e aguarda o regular prosseguimento das diligências conduzidas pela delegacia especializada.
A defesa esclarece que apenas nesta data (23/09) teve acesso à integralidade do inquérito e segue analisando os fatos nele tratados. Reitera que sua atuação se dá com absoluto respeito às partes envolvidas e aos fatos apurados, preservando o sigilo dos atos, bem como os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal.
Permanecemos à disposição para prestar eventuais esclarecimentos.



