
A Polícia Civil investiga ao menos três pessoas no caso do corpo esquartejado encontrado dentro de uma mala na rodoviária de Porto Alegre.
Um primeiro homem é o o que deixou a mala com um tórax no guarda-volumes. Ele usava boné, máscara cirúrgica e luvas. Deixou dois números de CPF no setor — um que seria dele, mas não existe, e outro que seria da pessoa que buscaria a mala. Esse segundo CPF existe e a pessoa está sob investigação. Por fim, um homem que se relacionava com uma mulher desaparecida recentemente é mais um alvo da apuração.
A Polícia Civil tem as imagens de câmeras de segurança e tenta identificar o responsável por deixar a mala na rodoviária. O delegado Mario Souza, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destaca que não necessariamente este homem foi quem matou a vítima.
Além do foco em suspeitos, policiais fazem um levantamento de mulheres desaparecidas no Estado no último ano e que sejam da faixa etária a partir de 45 anos.
Segue forte a suspeita de que o tórax achado na rodoviária tenha relação com restos mortais encontrados no bairro Santo Antônio, na Zona Leste, em 13 de agosto.
A descoberta da mala na rodoviária foi feita por funcionários do local na manhã de segunda-feira (1º). A mala havia sido deixada há 12 dias.
O delegado Mario Souza disse que elementos apurados indicam que não seria uma ação do crime organizado:
— Os cortes são precisos, técnicos, algo que não se vê em casos envolvendo facções. Além disso, integrantes de facção não vão se expor em local com câmeras e tanto movimento. Tudo se encaminha para um crime de relação íntima, não de crime organizado, podendo até ser feminicídio.



