
Foi a partir do monitoramento da vida de um apenado em regime semiaberto, condenado por tráfico internacional de drogas, que a Polícia Federal iniciou as investigações que levaram a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) deflagrada na quinta-feira (28). O inquérito resultou na descoberta de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Com uma pena de 9 anos e 8 meses de prisão, o alvo da investigação deixou o regime fechado e começou a adquirir postos de combustíveis falidos, que passaram a faturar entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões por ano. O sucesso incomum chamou a atenção da Polícia Federal, de acordo com o Globo.
O homem, que não teve a identidade revelada, foi um dos alvos da operação deflagrada na quinta-feira, mas não foi localizado e agora é considerado foragido.
O suspeito também tornou-se procurador de uma distribuidora que recebeu R$ 434 milhões de uma fintech que estaria envolvida no esquema. A PF identificou movimentações suspeitas realizadas por sua esposa, que adquiriu imóveis e bens de luxo, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro.
O ministro da Justiça Ricardo Lewandowski confirmou que mais de mil postos de combustíveis estão sob controle de facções criminosas, o que motivou a abertura de um inquérito federal para investigar a infiltração do crime organizado no setor. A prática estaria facilitando esquemas de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e adulteração de combustíveis.
Megaoperação
Cerca de 1,4 mil agentes atuaram em uma força-tarefa nacional na manhã desta quinta-feira (28). A ação combateu um esquema criminoso no setor de combustíveis, que seria comandado pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Receita Federal revelou nesta quinta-feira (28) que identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários) com patrimônio superior a R$ 30 bilhões que são controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
O esquema era operado diretamente da Faria Lima, avenida na cidade de São Paulo que abriga diversas empresas de investimento, segundo o g1. Foram cumpridos 42 mandados em corretoras, empresas e fundos ligados ao esquema na região.

