
Uma operação da Polícia Civil nesta sexta-feira (29), em Santa Catarina, prendeu temporariamente dois homens, de 18 e 25 anos, e apreendeu um adolescente de 17 anos por suspeita de envolvimento no assassinato de Taiane Castro da Silva, 34 anos. Natural de Gravataí, na Região Metropolitana, ela morava havia menos de um ano em Criciúma, onde foi encontrada morta em 11 de julho.
As medidas cautelares integram a operação Última Viagem. Além das prisões, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, nos bairros Renascer e Santa Luzia, em Criciúma.
Nas residências, foram encontrados e apreendidos os aparelhos celulares dos suspeitos, assim como uma balança de precisão, invólucros para embalar a droga, dinheiro em espécie, além de entorpecentes como crack, cocaína e maconha. Os telefones devem passar por perícia para a localização de possíveis evidências sobre o crime.
Os dois presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Criciúma. O adolescente foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente (Deca) da cidade e deve ser enviado para o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).
Investigação aponta latrocínio
O corpo de Taiane Castro da Silva, 34 anos, foi encontrado em uma área de mata às margens da rodovia Narciso Dominguini, no bairro Vila Maria, em Criciúma (SC), por volta das 18h, em 11 de julho.
Conforme a investigação, na madrugada do dia 11, por volta das 4h, Taiane, que prestava serviço como motorista de aplicativo, aceitou uma corrida que havia sido chamada pelo adolescente apreendido.
Após chegar ao destino da viagem, a vítima decidiu confraternizar com os investigados. De lá, o grupo decidiu seguir para outra festa, na cidade vizinha de Araranguá. Taiane seria novamente a motorista, segundo explicou o delegado Túlio Falcão, titular da delegacia de homicídios de Criciúma.
Durante a viagem, no entanto, a vítima foi surpreendida pelos suspeitos, sendo agredida, amarrada e subjugada no banco traseiro do seu veículo. Na rodovia Narciso Dominguini, ainda em Criciúma, os suspeitos teriam matado Taiane a pedradas, com o objetivo de roubar o veículo, de acordo com a investigação. O corpo foi escondido em meio à vegetação nativa, às margens da via.
— Os laudos de necropsia já saíram e concluíram pelo traumatismo cranioencefálico, por causa das pedradas que ela recebeu na região da cabeça — explica o delegado.
Incialmente, o caso era tratado como homicídio, porém, passou a ser considerado latrocínio após a identificação da motivação, contextualizou o delegado.
Carro incendiado para ocultar provas
Depois da morte, o adolescente e o preso de 18 anos teriam levado o veículo da vítima, um Onix, para a cidade de Siderópolis, onde o esconderam. No mesmo dia, mais tarde, eles decidiram atear fogo no carro. A apuração indica que isso foi realizado após os suspeitos descobrirem que a polícia havia encontrado o corpo da motorista.
Na tarde do dia 12 de julho, o veículo da vítima foi localizado queimado. A mulher usava o carro para trabalhar como motorista de aplicativo de viagens. Ela não tinha antecedentes criminais, conforme a polícia catarinense.
Segundo apurou Zero Hora, a vítima estava morando havia menos de um ano em Santa Catarina. Antes de se mudar para o Estado vizinho, ela vivia em Guaíba, na Região Metropolitana, onde concorreu ao cargo de vereadora nas eleições de 2020, mas não foi eleita. A vítima não tinha filhos.




