
A conselheira tutelar que foi alvo de uma operação da Polícia Civil no ano passado em Alvorada, na Região Metropolitana, foi exonerada do cargo. A revogação da posse da mulher foi publicada no final de julho.
Ela já estava afastada das funções desde o ano passado, mas seguia recebendo o salário enquanto uma apuração interna era feita na corregedoria do Conselho Tutelar. Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que o Conselho Tutelar é um órgão autônomo e que a apuração das condutas é responsabilidade exclusiva do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), por meio da Corregedoria.
O Executivo municipal aceitou a indicação do órgão e revogou o mandato da servidora. Conforme a investigação da polícia, a mulher não cumpria a carga horária devida e chegava a falsificar o registro de ponto. Ou seja, dizia que estava trabalhando enquanto fazia outras atividades.
A exoneração diz respeito a medidas relacionadas apenas à apuração administrativa. Há ainda a suspeita de que ela se beneficiasse da estrutura do conselho tutelar para fins particulares, além de manipular registros de demandas e estivesse envolvida em casos de favorecimento indevido.
Em fevereiro de 2024, a polícia apreendeu celulares, computadores e documentos. Procurada, a Polícia Civil não deu detalhes sobre o andamento do inquérito criminal. O processo segue em segredo de Justiça e o nome da conselheira não foi divulgado.


