
A mulher de 33 anos suspeita de atuar como falsa psicóloga em Porto Alegre e na Região Metropolitana foi indiciada nesta terça-feira (22) por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica, conforme o delegado responsável pelo caso, Fabio Motta. Ela é alvo de outra apuração, sobre estelionato.
A suspeita se identificava como especialista em atendimento de crianças e adolescentes com neurodivergências, segundo a polícia, atendendo pacientes com transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Ela chegou a iniciar o curso de Psicologia em uma universidade da Grande Porto Alegre, há alguns anos, mas nunca concluiu a graduação, conforme a investigação. A mulher usava o registro profissional de outra pessoa, a psicóloga Vilma Arnold, 39 anos, que atua em Ivoti, no Vale do Sinos.
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil do município em maio, após o relato da profissonal. No mês seguinte, em junho, uma mãe procurou a 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPPCA), em Porto Alegre, para relatar que a filha, de sete anos, estava sendo atendida por uma psicóloga cujo registro profissional estava no nome de outra pessoa.
Essa mãe notou o fato após ter dificuldades em conseguir documentos referentes ao tratamento psicológico da filha e decidir realizar uma pesquisa. A denúncia deu início a uma segunda investigação.
Outro inquérito, da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), segue com diligências em andamento. Nesse, a mulher é investigada por estelionato. Cerca de 80 pacientes foram identificados como vítimas, entre crianças, adolescentes e adultos.
Segundo a investigação, a suspeita realizava atendimentos havia pelo menos três anos.
Operação Superego
Durante a ações da Operação Superego, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência dela e nos consultórios em que ela atendia, nas cidades de Porto Alegre, Guaíba e Canoas.
Dentre os itens apreendidos estão receituários, documentos e recibos de pacientes, carimbo de psicóloga, canudo do curso de Psicologia e fotos com toga de formatura.
Busque ajuda
A Polícia Civil orienta as pessoas que acreditam que foram vítimas deste esquema registrem ocorrência policial na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), localizada na Avenida Augusto de Carvalho, 2.000, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre.
Também é possível registrar na delegacia mais próxima ou na Delegacia Online. Para acessar o serviço, basta entrar nesta página, selecionar o tipo de boletim de ocorrência (BO) e preencher dados.



