
Um médico de 48 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (3) pelo crime de armazenamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu na residência do suspeito, em um bairro nobre da zona leste de Porto Alegre.
No local, dezenas de fotos e vídeos de exploração sexual de menores foram encontradas armazenadas em dispositivos eletrônicos do homem. A localização destes arquivos ocorreu durante perícia técnica realizada por uma equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares, também foram apreendidos. Estes objetos devem ser submetidos a uma perícia aprofundada que pode mostrar, inclusive, se os arquivos foram apagados dos dispositivos do homem.
O médico foi encaminhado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) e ficará à disposição da Justiça. O nome dele, assim como o bairro em que a prisão ocorreu, não foi divulgado pela polícia.
Investigação
A detenção do suspeito é um desdobramento de uma investigação que teve início em maio. Conforme Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, a apuração começou depois de uma denúncia, feita presencialmente por uma pessoa na delegacia, que afirmou que o médico praticaria pedofilia.
Como etapa da apuração policial, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã na residência do suspeito, resultando na prisão em flagrante em razão das imagens encontradas.
Segundo a delegada, esta prisão ajuda a coibir crimes sexuais contra crianças e adolescentes:
— É importante que as pessoas saibam que se trata de crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro da prática de crimes sexuais envolvendo crianças ou adolescentes, pois cada imagem dessas retrata o cometimento de um crime — diz Sabrina.
A delegada complementa que a Polícia Civil do Rio Grande do Sul está atenta aos atos praticados na internet e conta com o apoio da sociedade para o combate ao abuso sexual infantil.
A apuração policial aponta que o homem consumia conteúdos deste tipo há pelo menos um ano.




