
Trapaça que tem feito vítimas no Estado, o golpe do falso advogado consiste em enganar clientes, pedindo valores antecipado para arcar com custos do processo, como impostos ou outros.
Neste golpe, estelionatários se passam por advogados ou por funcionários deles e ludibriam clientes após obterem dados sobre ações, geralmente envolvendo aposentadorias.
Os golpistas afirmam que a vítima ganhou a ação. No entanto, para receber o montante, seria necessário arcar com custas.
Nesta quarta-feira (2), a Polícia Civil gaúcha fez operação contra quadrilha suspeita de praticar esse tipo de golpe e que fez vítimas no Estado. Cinco pessoas foram presas no Ceará, todas investigadas por fazerem parte de grupo especializado neste tipo de trapaça.
Entenda a trapaça
- Golpistas monitoram os sistemas dos tribunais para identificar processos judiciais, especialmente aqueles envolvendo pagamentos de precatórios, requisições de pequeno valor ou indenizações. Coletam nomes das partes, CPFs, nomes dos advogados e números dos processos
- De posse desses dados, os criminosos entram em contato com as vítimas, geralmente via WhatsApp ou ligação telefônica, utilizando número desconhecido. Eles se apresentam como o advogado, assessor, secretário do escritório ou até mesmo funcionário do tribunal
- A abordagem é convincente: o golpista informa que um valor expressivo — o precatório ou a indenização — foi finalmente liberado. Para dar veracidade, enviam documentos falsificados com timbres do Poder Judiciário ou do escritório de advocacia
- Afirmam que, para liberação do dinheiro, a vítima precisa pagar custas processuais, impostos ou taxas cartorárias de forma antecipada. O pagamento é invariavelmente solicitado via Pix para contas de laranjas
- Em alguns casos, os golpistas utilizam chamadas de vídeo, fotos, vídeos e áudios com linguagem jurídica para aumentar a credibilidade da fraude, dificultando a desconfiança por parte da vítima.
Dicas para se proteger
- Desconfie quando pessoas desconhecidas entrarem em contato oferecendo facilidades
- Golpistas normalmente dizem que essa facilidade oferecida tem de ser aproveitada com urgência. Fique atento quando exigirem pressa
- Antes de repassar informação pessoal ou realizar qualquer tipo de pagamento não combinado previamente, confirme pessoalmente com seu advogado
- Converse com familiares ou amigos banco se estiver desconfiado
- O Tribunal de Justiça não cobra nenhum valor para a liberação de parcelas e tampouco para o pagamento do saldo ou integralidade de crédito de precatórios




