
Deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) pela Polícia Federal (PF), a Operação Descargo cumpriu 19 mandados judiciais contra uma organização suspeita de causar prejuízo de R$ 21 milhões aos cofres públicos por importar ilegalmente smartphones e tablets. Os suspeitos são investigados pelo crime de descaminho.
De acordo com a investigação, o grupo adquiria produtos nos Estados Unidos e enviava ao Uruguai. De lá, utilizava rotas clandestinas na fronteira com o Brasil, pelo Rio Grande do Sul, para transportar os produtos pelo país sem pagar os impostos de importação.
Em ações anteriores, em 2020 e 2024, foram apreendidos diversos produtos em municípios da região central do Rio Grande do Sul. Os itens recolhidos totalizam cerca de R$ 21 milhões, considerando o valor do produto e os tributos que não foram pagos.
Três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva foram cumpridos em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. Também foram cumpridos outros quatro mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, um em Canoas e outro em Gravataí.
Outros nove mandados judiciais foram cumpridos fora do Rio Grande do Sul:
- Itapema (SC): prisão preventiva e busca e apreensão (2)
- Blumenau (SC): busca e apreensão
- Biguaçu (SC): busca e apreensão
- Palhoça (SC): busca e apreensão
- Brasília (DF): busca e apreensão
- Salvador (BA): busca e apreensão
- Vila Velha (ES): busca e apreensão

A Justiça determinou o recolhimento dos passaportes de 11 investigados na operação. Também foi autorizado o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias de alguns alvos e o sequestro de sete imóveis.
Cinco embarcações, incluindo uma lancha, 21 veículos e equipamentos de academia foram apreendidos. Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

