
A Polícia Civil de São Paulo localizou na sexta-feira (7) um carro que pode ter sido usado por suspeitos do assassinato de Vitória Regina de Sousa. O veículo estava em Cajamar, cidade onde aconteceu o crime, e irá passar por perícia.
Moradores informaram que o carro foi abandonado na segunda-feira (3), dois dias antes de o corpo da jovem ter sido encontrado, segundo o g1.
Este é o terceiro veículo apreendido pela polícia ao longo da investigação. Todos estão passando por perícia para que sejam coletadas impressões digitais. Em um dos carros, fios de cabelo e um chinelo foram encontrados.
Mais sete pessoas foram ouvidas pela polícia na tarde de sexta-feira (7), algumas como testemunhas e outras como investigadas, de acordo com o g1. Entre elas está o ex-namorado da jovem, que foi chamado mais uma vez para prestar depoimento.
Ainda na sexta-feira, a polícia fez buscas por suspeitos de ter praticado o crime. Segundo apuração, três homens foram identificados por envolvimento direto na morte da adolescente. Os nomes deles não foram divulgados.
A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, que afirmou em nota que "policiais fazem diligências visando localizar suspeitos de envolvimento no caso". Segundo a pasta, detalhes serão repassados após os trabalhos.
A adolescente de 17 anos desapareceu no dia 26 de fevereiro e teve o corpo encontrado em uma área de mata na última quarta-feira (5).
Até o momento, a polícia acredita que a motivação do crime tenha sido ciúme, mas não deram detalhes.
Quem são os investigados
Sete pessoas são investigadas pela polícia por suspeita de terem algum tipo de envolvimento no caso Vitória. De acordo com o g1, os investigados pelo crime são: um "ficante" de Vitória, dois jovens que teriam entrado no ônibus junto com ela no dia do crime, dois homens que teriam assediado a garota no caminho para casa, um rapaz que teria emprestado o veículo a eles e o ex-namorado dela.
A polícia chegou a pedir a prisão temporária do ex-namorado por divergências em seu depoimento, que foi negada pela Justiça alegando que não havia suspeitas de que ele cometeu o homicídio.
Investigação
A pedido da polícia, a investigação do caso corre sob sigilo e detalhes do que já foi apurado não devem ser informados à imprensa.
Durante coletiva de imprensa na quinta-feira (6), a única informação divulgada pelos policiais é a de que 14 pessoas já foram ouvidas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Aldo Galiano, a suspeita é de que a adolescente tenha sido morta por vingança, com a participação de pessoas ligadas a uma fação criminosa.
A polícia apura ainda se alguma pessoa teria motivo para matar vitória ou se ela havia sido ameaçada por alguém recentemente.
Os policiais afirmam ainda que, possivelmente, o autor do crime more no mesmo bairro que a adolescente.
Desaparecimento
Vitória desapareceu depois de deixar o trabalho, no restaurante de um shopping, em Cajamar, na noite de 26 de fevereiro. Imagens de câmeras de monitoramento mostram a adolescente caminhando pela rua até o ponto de ônibus. No local, ela conversa com uma amiga. Segundo testemunhas, Vitória foi seguida por um carro com quatro rapazes após descer do ônibus.
Antes de desaparecer, a adolescente enviou áudios para uma amiga aos prantos, contando que temia pela própria segurança e que havia sido assediada pelos homens que estavam no carro.
Marcas de violência
De acordo com a Guarda Civil Municipal, a adolescente tinha ferimentos profundos na garganta. O corpo estava nu e parcialmente esquartejado, sinais indicativos de crueldade. Os cabelos longos dela tinham sido raspados e os braços estavam amarrados com uma fita plástica.
Como o corpo pode ter permanecido um certo tempo no local, há também a hipótese de que alguns ferimentos tenham sido causados por animais.
Os agentes que participaram das buscas acreditam que Vitória foi mantida em cativeiro por alguns dias, antes de ter o corpo levado para o local de mata, entre a Estrada Francisco Missé e a João Felix Domingues, próximo ao Sítio São Pedro.
Os familiares de Vitória reconheceram o corpo pelas tatuagens e pelo piercing que ela usava.


