
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), operação para prender suspeitos do roubo de 3 mil celulares de um depósito no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em fevereiro deste ano. À época, o prejuízo foi estimado em mais de R$ 2 milhões.
Segundo a investigação, seis criminosos participaram da ação, incluindo os que renderam seguranças, funcionários da Latam – proprietária do depósito – e o dono da transportadora, que foi rendido em casa.
Até as 12h, seis pessoas haviam sido presas – três em flagrante e três que eram alvos de mandados. Os nomes dos presos ainda não foram divulgados, mas um deles seria o motorista da transportadora que, à época do crime, afirmou ter sido coagido pelos assaltantes.
A ofensiva, coordenada pela Delegacia de Roubo de Cargas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), conta com 80 policiais, que cumprem seis mandados de prisão temporária e 14 de busca nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Alvorada, Guaíba, Viamão e Campo Bom. O delegado Alexandre Fleck, responsável pela investigação, diz que o grupo se especializou neste tipo de ataque, sempre agindo com luvas cirúrgicas, toucas ninja e armados com fuzis.
Durante a apuração, uma mulher foi presa em flagrante com aproximadamente 300 telefones celulares pertencentes à carga roubada. Depois, foram identificados os seis suspeitos de participarem crime, além de um suspeito de auxiliar o grupo no processo de receptação e habilitação dos aparelhos.

Roubo no Salgado Filho
No dia 26 de fevereiro, por volta de 3h, criminosos renderam o dono de uma transportadora em casa, em Porto Alegre, obrigando-o a ligar para um de seus motoristas. O funcionário foi até a residência em uma van e também foi rendido pelos ladrões, indo com alguns deles para o aeroporto.
Como o condutor e o veículo eram credenciados, entraram sem levantar suspeita na área do Salgado Filho. Um grupo entrou no depósito da Latam e rendeu funcionários e seis seguranças, ficando lá por cerca de 40 minutos.
A van foi carregada e, na saída, outros três automóveis esperavam pelos bandidos. Na fuga, o motorista da transportadora foi liberado, e a van foi queimada em Alvorada horas depois do roubo.
Inicialmente, estimava-se que 9 mil celulares haviam sido levados pela quadrilha, mas, 15 dias depois, foi confirmado que se tratava de uma carga de cerca de 3 mil aparelhos.

