
A Polícia Civil realizou operação em oito cidades gaúchas, na manhã desta terça-feira (2), contra um grupo suspeito de simular ocorrências policiais para obter vantagens financeiras. Foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Capão da Canoa e Eldorado do Sul.
A ofensiva é a segunda fase da Operação Barão, que prendeu mais de 30 pessoas no ano passado – à época, a investigação apontou que o grupo lucrava até R$ 800 mil por mês. Agora, a polícia mira 34 pessoas que seriam "laranjas" do esquema – elas "venderiam" os próprios nomes para forjar os registros públicos.
Segundo o delegado Marco Antônio Guns, da Delegacia de Roubos de Veículos, o grupo é suspeito de alugar carros e simular ocorrências como acidentes, furtos ou roubos.
— Eram crimes que nunca existiram. Os carros eram depenados, e as peças, revendidas. Assim, eles ganhavam dinheiro — disse.
Até as 11h desta terça, quatro pessoas haviam sido presas – três delas preventivamente, em Porto Alegre, e uma em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, em Capão da Canoa. Os nomes não foram divulgados.
As prisões temporárias têm prazo de cinco dias para que, neste período, a polícia possa buscar mais provas.


