
Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados no Diário Oficial do Estado no início deste mês de abril apontam que o Rio Grande do Sul tem média de 20 registros de ocorrência de abigeato por dia. Os dados se referem ao segundo semestre de 2017, mas só foram detalhados recentemente.
Foram 3.858 registros de ocorrência de abigeatos em território gaúcho. As regiões da Fronteira Oeste, Sul e central do Estado foram as que mais registraram crimes. Entram na contagem roubos de ovinos, bovinos e equinos. Mas casos de roubos de porcos e galinha também contam nas estatísticas.
O coordenador da força-tarefa de combate aos crimes rurais, delegado Cristiano Ritta, destaca que existem dois tipos característicos de ações.
— O primeiro é quando os animais são mortos e carneados no campo mesmo. Nesse caso, confirmado que é abigeato porque tem o resto do animal no campo. O segundo tipo é levando o animal vivo, embarcando o gado num veículo como carreta— disse.
Além disso, o delegado disse que existe um registro comum de abigeato de final de ano, ou de períodos de inspeção, em que o animal pode ter morrido no campo, ou vendido, e os produtores não sinalizaram nos sistemas.
Neste ano, a Polícia Civil garante que houve uma queda nos indicadores. Em dois meses, foram 832 casos, o que representa uma média de 13registros por dia. Conforme Ritta, as prisões de quadrilhas envolvidas com o comércio de carne furtada no último ano diminuíram o número de crimes.
Na última semana, uma delegacia especializada em crimes rurais foi inaugurada em Bagé, na Região da Campanha. O anúncio foi feito durante a Expointer de 2017. O prédio foi reformado por entidades ligadas aos produtores rurais.
A previsão é de que, até o final do mês, uma nova delegacia especializada no combate ao crime seja inaugurada em Santiago, na região central do Estado. Também estão previstas unidades Camaquã, Cruz Alta e Rosário do Sul.


