
Com a superlotação da Cadeia Pública de Porto Alegre, conhecida como Presídio Central — que atualmente conta com cerca de 4,8 mil em 1,9 mil vagas — as Delegacias de Pronto Atendimento, viaturas e o Instituto Pio Buck somam 264 presos custodiados que aguardam vagas no sistema prisional, na Região Metropolitana. O levantamento foi feito pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) neste domingo (17).
No final da semana passada, a Justiça de Alvorada mandou soltar 18 presos que estavam custodiados na Delegacia de Pronto Atendimento do município. A decisão do juiz Roberto Coutinho Borba foi baseada na superlotação enfrentada pelos presos, que por cerca de 20 dias estavam com má alimentação, sem sol, sem banho e sem visita de familiares.
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Com a superlotação no sistema prisional, o trabalho das polícias Civil e Militar é impactado com a rotina de custodiar presos, o que, como efeito cascata, acaba prejudicando o atendimento à população. Além disso, viaturas deixam de fazer patrulhamento nas ruas para abrigar detentos que aguardam por vagas.Ainda de acordo com a Susepe, mais 182 presos aguardam por vaga no sistema prisional nos centros de triagem em Porto Alegre.
Até novembro deste ano, a Secretária de Segurança Pública espera entregar um novo Centro de Triagem na área da Cadeia Pública.
Segundo a Susepe, os detidos são transferidos das delegacias à medida que surgem vagas no sistema prisional.

