
A Polícia Civil confirmou que será necessário realizar exames de DNA para identificar as vítimas de um duplo homicídio ocorrido em Gravataí, na Região Metropolitana. Os corpos foram localizados na noite de segunda-feira (28), após vídeos mostrando a execução serem divulgados em redes sociais. A Polícia Civil já obteve algumas informações sobre os suspeitos, mas não há identificação dos autores.
O titular da delegacia de Homicídios de Gravataí, delegado Felipe Borba, recebeu informações de que os assassinatos ocorreram na manhã da última sexta-feira (25), no loteamento Xará. Conforme a Polícia Civil, não há dúvidas de que o crime tenha relação com o tráfico de drogas. Segundo Borba, há uma disputa por facções em pontos de venda de entorpecentes na região.
– O próprio indivíduo que aparece menosprezando a vítima e ostentando armamento anuncia que o crime estaria relacionado a facções e tráfico de drogas. A crueldade, pelo fato da vítima cavar a própria cova, é uma circunstância que pode ser levada até mesmo no indiciamento dos suspeitos – disse.
A Polícia Civil não sabe, até o momento, como os bandidos conseguiram capturar os rivais e levá-los até o local onde as covas foram cavadas. A investigação já obteve informações de testemunhas, mas não deve divulgar detalhes, num primeiro momento, para não prejudicar o andamento do inquérito.
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Ainda na segunda-feira, duas pessoas suspeitas chegaram a ser detidas pela Brigada Militar para prestar depoimento. Ambas tinham os vídeos em seus telefones celulares. Uma delas portava uma arma de fogo de forma irregular e acabou presa. A outra foi liberada.
Nas imagens, criminosos armados obrigam dois homens a cavarem uma cova em um matagal do loteamento Xará, em Gravataí. Enquanto isso, um dos criminosos fala olhando para a câmera que o crime será cometido por conta da guerra do tráfico de drogas. Além disso, os bandidos ameaçam as vítimas e dão risada após um dos criminosos dizer que daria tiros em um dos homens que cavavam a cova.
Num segundo vídeo, os dois homens são vistos dentro da cova e diversos tiros são dados. Pelo menos dois criminosos disparam 10 vezes contra as vítimas. Um dos autores ainda diz:
– O negão (referindo-se a uma vítima) não morreu.
Depois, os bandidos despejam galões com substâncias inflamáveis e colocam fogo nos corpos. Roupas das vítimas e garrafas também são arremessadas na cova.


