
Dois grupos marcantes na vida do coronel reformado do Exército Léo Edson Schwalb, 67 anos, vítima de latrocínio (roubo com morte), na segunda-feira, em Porto Alegre, se uniram para lhe prestar uma última homenagem na manhã desta quarta-feira.
Às 9h, mais de cem motociclistas do grupo Bodes do Asfalto, que, em Porto Alegre, era coordenado por ele, partiram em cortejo, acompanhando o corpo, que foi levado da Loja Maçônica Grande Oriente, na Avenida Praia de Belas, até o cemitério Jardim da Paz, na Lomba do Pinheiro.
No local do sepultamento, dezenas de militares do Exército, principalmente da Cavalaria, recepcionaram o cortejo.
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O corpo foi velado na Loja Maçônica do início da noite de terça à manhã seguinte. Além de familiares, muitos amigos, especialmente da maçonaria, participaram da cerimônia. Schwalb, além de coordenar os Bodes do Asfalto, fazia parte da loja maçônica Cavaleiros de Aço 258, integrada apenas por motociclistas.
– Ele era uma pessoa muito intensa e adorava motos – relatou Anderson Rossi, 39 anos, integrante do Bodes do Asfalto.

Recentemente, em janeiro, o coronel reformado havia realizado um longo passeio de moto, na companhia da esposa e de um amigo, até Ushuaia, na Patagônia argentina. Foram percorridos mais de 12 mil quilômetros . Ele também havia viajado ao deserto do Atacama, no Chile.
Sua moto, uma BMW GS 1.200, foi levada sobre um reboque no cortejo fúnebre. Na chegada do grupo ao Jardim da Paz, o tradicional silêncio no cemitério foi substituído pelo som do ronco dos motores das mais de cem motos.
Após uma breve cerimônia na capela central, o corpo, com honras militares, ao som do toque de clarim, e novamente dos motores das motos, foi conduzido ao túmulo.
Morto sem reagir
O roubo que resultou na morte de Schwalb ocorreu por volta das 16h de segunda-feira na Rua Padre Caldas, no bairro Partenon, na zona leste de Porto Alegre. Ele estava em uma oficina mecânica e, enquanto sua Toyota Prado era consertada, quatro homens chegaram em um Fiesta prata e anunciaram o assalto.
Mesmo sem esboçar qualquer sinal de reação, o coronel reformado foi baleado na cabeça e no peito.Os bandidos fugiram levando a caminhonete, que foi encontrada horas depois, em uma rua do bairro Jardim Carvalho, também na zona leste.
Schwalb, que chegou a ser socorrido, foi submetido a duas cirurgias no Hospital de Pronto Socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada seguinte. O crime está sendo investigado pela 11ª Delegacia de Polícia, que ainda tem poucas pistas.


