Marco Martins, 65 anos, é cofundador da Maçaix, marca de açaí de especialidade que pertence à Casa Mundo Brasil, empresa que ele criou com a esposa depois de deixar a diretoria de grandes indústrias gaúchas aos 50 anos.
A tese que sustenta o negócio é desconfortável para quem come açaí no Sul e no Sudeste: o fruto apodrece por completo em 48 horas depois de colhido, e o ciclo tradicional da indústria — colher na selva, descer o rio, descarregar no porto, levar à fábrica, despolpar e congelar — costuma passar de 36 horas.
A conta, segundo Martins, explica tanto o gosto ferroso associado ao açaí quanto o hábito de cobrir a polpa com toppings.
Aquele mito do passado, de que açaí de verdade tem que ter gosto de terra? Sim, você está comendo açaí podre. Literalmente isso.
MARCO MARTINS
Cofundador da Maçaix
A Maçaix garante hoje 12 horas entre colheita e congelamento e trabalha para baixar esse tempo a oito. Para isso, paga de 15% a 30% mais caro ao ribeirinho que despolpa e congela na hora, audita fornecedores na Amazônia e desenvolve, com a Universidade Federal do Pará, uma tecnologia de celular capaz de medir antocianinas a partir de uma foto da polpa recém-extraída.
A empresa começou pela exportação — Portugal, Chile, Espanha e Estados Unidos — antes de encarar o mercado brasileiro. Martins conta essa trajetória no podcast Radar de Inovação, de GZH.
Radar de Inovação
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Conta um pouco da tua história e como surgiu a Maçaix, uma startup gaúcha que trabalha com açaí.
Quando eu fiz 50 anos, e minha esposa 45, nós estávamos ganhando muito dinheiro, mas não estávamos mais felizes. Ela é empresária no ramo da moda, eu era diretor de grandes indústrias aqui no Estado. A gente literalmente abandonou tudo e se mudou para a Praia do Rosa.
O que deixava vocês infelizes? Era o estresse, o excesso de trabalho?
No meu caso, eu não conseguia mais juntar os meus valores pessoais com aquilo que batia nas organizações onde eu trabalhava. No caso da minha esposa, havia nela uma veia de inovação muito grande — e na sócia dela, que é irmã, nem tanto.
E vocês foram morar no Rosa.
Fomos, pela proximidade com o mar. Sou surfista há 50 anos, completei isso no ano passado, sempre junto com a carreira de executivo. Lá nós fundamos uma empresa de sustentabilidade, a Casa Mundo Brasil, que é a dona da marca Maçaix. Trabalhávamos muito em cima do conceito de comportamento sustentável, porque as pessoas falam de sustentabilidade, mas ela só existe se as pessoas praticarem.
Esse trabalho nos levou a ganhar uma licitação do Sebrae para levar conceitos de sustentabilidade a Boa Vista, em Roraima. Nessa época, um amigo que morava no Amapá me ligou: estava comprando 800 hectares de selva em Serra do Navio, no meio do Estado, e queria que eu fosse conhecer, já que eu estaria por perto. Fomos, eu e minha esposa. Chegamos a Macapá e quem nos esperava no aeroporto era um taxista com uma plaquinha. Perguntei para onde ele estava nos levando. Para o hospital: meu amigo estava internado com dengue hemorrágica e não poderia nos acompanhar.
Ele me tranquilizou: "Vou te dar um guia, tu pegas uma caminhonete até Serra do Navio." Nem ônibus existia. Foram 200 quilômetros, 100 deles de estrada de terra, em época de chuva, muita lama. A cidade estava quebrando por causa do esgotamento da mina de manganês que a havia construído. No sábado conversamos com o prefeito. No domingo, deveríamos pedir um carro até um lugar chamado Porto Novo, onde o parceiro dele, o Zequeu, um ribeirinho, nos levaria de barco para conhecer as terras.
Porto Novo era um barranco no meio da selva. O carro foi embora e ficamos os dois sozinhos na beira do rio. Às 10 horas em ponto, o Zequeu chegou num barquinho. Era um homem do tamanho de uma porta, quadrado de tão forte. Entramos naquele barquinho onde mal cabe a bunda, telhadinho em cima, calor infernal, e subimos três horas e meia o rio Amapari. Ele não disse uma palavra nos primeiros 45 minutos, o que me deixou mais apavorado ainda. Depois começou a interagir, e era um doce de pessoa, extremamente educada. Na volta, afastou com um galho uma sucuri que estava na beira do rio, perto do barco.
E então perguntou se queríamos conhecer a família dele. Eu e minha esposa temos 28 países nas costas, já fizemos muita coisa na vida, e claro que dissemos sim. Ele saiu do Amapari, entrou num afluente que não temos ideia de onde seja, e uns 45 minutos depois surgiu uma casa isolada, de palafita, grande e simples. Não havia ninguém na frente. Quando subimos a rampa, começamos a ver olhinhos espiando pelas frestas das janelas. A esposa dele veio, minha mulher deu um abraço e dois beijos nela, e aí viram que não éramos bichos. Eles não viam outro ser humano havia mais de três meses. Só a família. O Zequeu era o único com contato com a civilização. Moravam ele, os pais, o irmão, as esposas e os filhos: onze pessoas na casa.
Eles trabalhavam com açaí? Na mina de manganês?
O Zequeu trabalhava na mina, junto com o meu parceiro. Os outros eram ribeirinhos, extrativistas, viviam da selva. Como não viam outras pessoas havia três meses, aquilo virou uma grande confraternização. Era domingo, eles iam assar uma paca e um pacu no braseiro. Tudo muito simples, mas uma festa para eles e para nós, com muita riqueza de histórias.
No fim do almoço, o pai do Zequeu pediu ao filho que subisse no açaizeiro. Ele colheu o fruto na hora, trituraram, e a esposa do Zequeu trouxe um pratinho de barro com a calda de açaí dentro. Ela disse: "Aqui no Norte do Brasil a gente não come açaí com açúcar, é um sacrilégio. Mas sabemos que no Sul vocês comem. Se quiser, tem um pouquinho aqui." Comemos puro primeiro. Nossos olhos abriram. Eu olhei para ela, ela olhou para mim, porque nunca tínhamos comido nada parecido. É como um abacate: neutro, pode ser doce ou salgado.
Uma experiência única.
Única. Depois eu peguei um pouquinho de açúcar e experimentei. Aí os olhos abriram mais ainda, porque eu já tinha comido açaí na Praia do Rosa e disse: "Eu nunca comi isso aqui antes. Isso não é aquilo que eu comi lá." Foi aí que tudo começou. Nós dois nos olhamos e concluímos: isso não se come no Sul. Não é a mesma coisa.
É a isso que tu chamas de açaí de especialidade? O que é?
Eu vou chegar lá, porque a história conta a própria história. Saímos alucinados de lá, precisávamos descobrir o porquê. Voltei a Macapá um mês depois, com um amigo e possível sócio, e fomos à Embrapa. Achamos um senhor de idade que tinha doutorado em açaí. Ele nunca tinha vindo ao Sul, então nunca havia provado como é aqui. Mas, papo vai, papo vem, ele chegou ao ponto crucial: o fruto do açaí, quando você colhe do pé, apodrece totalmente em 48 horas.
Depois fomos visitar fábricas das maiores marcas mundiais que existiam no mercado, inclusive uma americana. Descobrimos que o ciclo delas entre colher, transportar pelo rio, descarregar no porto, levar para a fábrica, despolpar e congelar era, em todos os casos, acima de 36 horas. Se o fruto apodrece totalmente em 48, começamos a fazer as contas, e a pessoa da Embrapa nos confirmou: estava mais de 70% podre.
Hoje melhorou um pouco, mas não muito. Então o açaí que você come, independentemente de ser creme de açaí, como é servido comercialmente, ou polpa pura, provavelmente vai estar mais de 60%, 70% degradado.
O senso comum diz justamente o contrário: que açaí de verdade tem gosto de terra.
Todo mundo dizia isso. E por que ele tem gosto de terra? Porque está podre. Porque está apodrecendo e solta o ferro — ele é rico em ferro. Aí não fica exatamente terroso, fica ferroso. Então aquele mito do passado, de que açaí de verdade tem que ter gosto de terra? Sim, você está comendo açaí podre. Literalmente isso.
A partir dali fomos a fundo no assunto e criamos a Maçaix como uma empresa de especialidade e de pesquisa. Somos uma empresa de inovação e alimentação. Pesquisamos profundamente o açaí e alguns outros frutos, mas o açaí ainda é o nosso foco principal de pesquisa. Temos, inclusive, uma patente verde em cima do fruto do açaí.
(Pergunta de Carolina Pastl, repórter de Campo e Lavoura de GZH) No açaí de especialidade, o que muda na primeira parte da cadeia produtiva, em quem produz e colhe? Muda alguma coisa desde o início da produção e da colheita?
Primeiro, definindo: o açaí de especialidade, assim como o café, está em outro patamar. Nós criamos o conceito de açaí de especialidade, foi a Maçaix que criou, porque vimos muita semelhança com o ciclo do café. O café de especialidade começa na plantação.
Quando falamos do ribeirinho, o desafio que estamos construindo é fazer com que ele colha e tenha condições ou de transporte rápido, ou de processamento, despolpamento no local e congelamento na hora, para o fruto não apodrecer.
Para quem não conhece profundamente a Amazônia: ao mesmo tempo que você encontra o ribeirinho miserável, que depende do governo e às vezes do rancho que a indústria lhe dá na entressafra, mantendo-o refém, a gente encontrou ribeirinhos ricos. Ribeirinho com lancha do último tipo, casa com Starlink, freezer movido por energia solar, vivendo em palafita sobre o rio, com uma vida maravilhosa. Isso também já chegou à Amazônia.
O que estamos tentando prover é essa estrutura para despolpar e congelar na hora. Nós pagamos de 15% a 30% mais caro por essa polpa produzida dessa maneira. Alguém pode perguntar: mas como você sabe se a polpa dele realmente foi colhida no tempo? Hoje é um processo de auditoria. Vamos até lá constantemente, auditamos quem fornece para nós. A médio prazo, estamos desenvolvendo com a Universidade Federal do Pará, e se não me engano com apoio do Sebrae, uma tecnologia em celular: depois da despolpa, ele fotografa a polpa recém-extraída e o aplicativo mede a quantidade de antocianinas do fruto. É isso que garante a maior contribuição que o açaí pode dar a uma pessoa. Fala-se um monte de coisa, que o açaí é saudável por isso ou por aquilo, mas o principal é que ele é o alimento que mais retarda o envelhecimento que pode existir.
E como vocês provêm essa estrutura na ponta da colheita, que hoje é precária?
A ideia é justamente levar a despolpadeira. Se existem ribeirinhos que já têm condições, como eu contei, é criar para os outros a mesma condição: energia solar, Starlink, condições de ter um freezer. Ele despolpa e põe no freezer. Aí o tempo que vai levar para coletar aquilo não importa mais, já está conservado, não vai apodrecer. Esse é todo o projeto que a gente vem desenvolvendo. E não trabalhamos só com o ribeirinho da Amazônia: compramos, por exemplo, do Deco, um agricultor aqui de Maquiné que tem açaí juçara.
O plantio de açaí sofre o impacto da monocultura. Um trabalho da Agência Fapesp mostra que o cesto do fruto passou de R$ 50 para R$ 80 no ano passado, com os efeitos da seca, e o pesquisador Hervé Rogez alerta para a "açaização" da Amazônia, que provoca erosão do solo e aumenta o impacto das mudanças climáticas. Como a Maçaix se posiciona nisso?
O Hervé é nosso parceiro no projeto de desenvolvimento desse software das antocianinas — o projeto é liderado por ele. E, na realidade, está acontecendo exatamente isso que ele aponta, principalmente pela questão da monocultura.
Muitas vezes são áreas que já tinham sido degradadas. Conheço fazendas feitas sobre terras arrasadas, que foram compradas e passaram por um processo de regeneração. O caso mais antigo que conhecemos tem quase 30 anos e, claro, naquela época ainda ia para a monocultura do açaí — mas pelo menos recuperaram uma terra que tinha sido degradada.
Mais recentemente isso está evoluindo para a agrofloresta. Você não planta só açaí, planta outras culturas em conjunto. A diferença em relação a uma floresta normal é que ela está alinhada em eixos, o que facilita a colheita e a rapidez de colheita. Você colhe açaí, mamão, cupuaçu em sequência. É uma tecnologia que ainda está sendo desenvolvida, mas já há exemplos muito bons em São Paulo e também na Amazônia. Principalmente quando o pessoal tiver uma consciência maior: áreas que foram degradadas podem ser recuperadas com agroflorestas produtivas, dando rendimento inclusive na entressafra do açaí, com os outros frutos que habitam ali.
Existe açaí aqui no Rio Grande do Sul?
Aqui em Maquiné tem. Na realidade, toda floresta do Brasil, tanto a amazônica quanto a Mata Atlântica, é rica nesse tipo de palmeira. O gênero é Euterpe; o que difere é o sobrenome: Euterpe oleracea, Euterpe precatoria e Euterpe edulis, que é a daqui do Sul, ou melhor, da Mata Atlântica, que vem desde a Bahia até Osório (RS). O açaí de cá foi muito pouco falado durante muito tempo porque o caule da Euterpe edulis, que é o açaí juçara, nada mais é do que o palmito. A Mata Atlântica foi devastada pela exploração ilegal do palmito juçara.
A mesma árvore que dá o palmito juçara dá açaí?
Isso. O fruto do açaí está no topo, nas vassouras, e o caule é o palmito. Quem circula entre Curitiba e São Paulo, pela Régis Bittencourt, vai encontrar vários palmiteiros, hoje um pouco mais selecionados. Eles devastavam a Mata Atlântica para tirar o palmito. Há sete ou oito anos, não me recordo direito, o governo proibiu a comercialização do palmito juçara, e hoje no Brasil só é permitida a comercialização do palmito pupunha, que tem de ser plantado.
Agora isso está se invertendo. Em São Paulo, naquela região de Mata Atlântica, jogaram de helicóptero mais de 15 milhões de sementes de açaí, e está se recuperando muito bem. O pessoal mais novo precisa saber: quem ia para Garopaba e para aquela região na década de 1970 — eu tenho as fotos daquilo — via todos aqueles morros do Rosa, da Silveira, rapados, sem mata. Eram todos limpos, com plantação de mandioca. A própria Mata Atlântica daquela região foi recuperada depois.
Vocês imprimem um número nas embalagens: 2.294. O que ele significa?
É a quantidade de frutos que tem dentro do pote. Alguém pode dizer que 2.294 frutos numa caixa de cinco litros é improvável. Mas o fruto do açaí é 85% caroço, em média. Só 15% é polpa, uma pelezinha em volta. Então, para fazer uma caixa desse tamanho, eu só posso pegar aqueles 15% de cada fruto, e isso resulta nesse número.
É um número altíssimo e mostra que vocês pegam efetivamente do fruto, não fazem mistura.
Não, não. Não vendemos açaí com morango, açaí com banana. Vendemos açaí puro. E aí vamos a outro detalhe bem curioso do mercado: todo mundo que come açaí do Sudeste para baixo, quando entra numa loja de açaí, escolhe o que vai em cima. Ninguém nunca lhe perguntou qual açaí você quer. Você escolhe o topping: leite ninho, paçoca, essas coisas todas.
E agora eu fecho com o início da história. Por que as pessoas colocam topping em cima? Porque aquela polpa está mais de 70% podre. Se você for comer o açaí puro na loja, você não vai conseguir comer até o fim. Vai começar a achar enjoativo, ou porque o gosto já está degradado, meio azedo, meio terroso, ou porque o sabor foi ajustado com aromatizantes artificiais — e aí dá aquele gosto falso, metálico na boca. O experimento é entrar numa loja de açaí e pedir açaí puro, sem nada.
Agora, os açaís que usam tecnologia para produzir em até 12 horas, que é o tempo que a gente garante hoje e que estamos baixando para oito, você come puro, sem botar nada em cima, e é espetacular. Nos últimos seis anos, viemos trabalhando com 12 horas entre colher, despolpar e congelar.
Uma coisa que nos dá orgulho, e por outro lado nos deixou envergonhados positivamente: fomos escolhidos pela comunidade de Belém do Pará como o único açaí fabricado no Sul que representa o sabor que eles têm lá. Estamos dentro do programa Jornada Amazônica e fomos convidados para a COP30, em Belém. Na inauguração do Centro de Biotecnologia de Belém, que tem uma parte de negócios e uma parte de fábrica, com o centro de fabricação de todos os frutos da Amazônia ali no porto, o governador do Pará comeu o nosso açaí na frente das câmeras. Pegou o nosso pote, provou e deu para as pessoas em volta provarem. É mais ou menos como se a COP fosse em Porto Alegre e você tivesse um churrasqueiro do Pará para assar o churrasco aqui.
Tu tens 65 anos e aos 50 descobriste um novo propósito na tua vida. Vamos ter gente assistindo ao Radar de Inovação que tem a tua idade e está tentando descobrir um propósito. O que tu dirias a essas pessoas?
Eu diria, em primeiro lugar, que larguem um pouco a mídia digital e vão para a rua. A vida acontece na rua. Usar aquilo que as redes digitais têm como ferramenta para a sua vida é uma coisa; deixar que aquilo seja a sua vida é outra. Então talvez o primeiro conselho seja: pense bem nas coisas que você mais gosta na vida.
Veja bem, não é uma receita de bolo. Isso funcionou para mim e para a minha esposa. Quando resolvemos romper com tudo, a primeira pergunta foi: onde vamos morar, que tenha os nossos maiores prazeres da vida e em que a gente não gaste dinheiro? Que seja fácil, que seja todo dia. E tivemos coragem de fazer essa mudança.
A vida é uma só. Quando passa um minuto, aquele minuto não volta. Você não estoca tempo de vida. Você vai olhar para trás e dizer: eu vivi bem, fiz as coisas que gostaria, amei as pessoas que queria, tenho as coisas que me dão prazer antes do dinheiro. Porque eu era diretor de uma indústria, larguei tudo, e obviamente o nível financeiro caiu. Mas não tinha problema nenhum: estávamos focados em uma coisa pela qual éramos apaixonados. Trocamos essa limitação financeira por todas as coisas que nos davam o maior prazer — a família, os filhos, o mar perto, uma condição de natureza enorme. Eu diria que trabalhar home office 15 anos atrás era uma coisa meio para doido.
E não se importar com a opinião dos outros. Acho que talvez seja o mais importante: se importe com você mesmo, com a sua família, com quem você quer bem. Nós fomos muito chamados de loucos, ouvimos que íamos virar bicho-grilo. E hoje a gente tem a tranquilidade, primeiro, de ter vivido esses 15 anos com prazer e, segundo, de saber que o negócio está no caminho certo.
Onde se encontra o açaí da Maçaix?
Até o ano passado, só trabalhávamos com exportação. O segmento de especialidade é um conceito tão novo no Brasil que, em função de o mercado ser isso que eu contei, de botar topping em cima, os nossos primeiros cases de sucesso forte foram fora do país. Foi em Portugal, num primeiro momento: tivemos uma loja por cinco anos no Porto. Estamos há quatro anos no Chile, que é o nosso mercado mais forte neste momento. Estamos entrando na Espanha, abrimos uma loja em Jerez de la Frontera, e estamos entrando também na Flórida. No Brasil, dá para comprar pelo site, o macaix.com.























