
O Ministério da Saúde anunciou no início da semana a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.
Quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias está em um período chamado viremia vacinal, quando ainda há presença da forma enfraquecida do vírus da dengue no sangue.
Isso ocorre porque a vacina "imita" a infecção de forma controlada, ajudando o organismo a desenvolver os anticorpos contra a doença.
Os sintomas graves de reação à vacina são semelhantes a um caso de dengue grave. Abaixo veja os sinais de alerta.
Sintomas graves que exigem ajuda médica
- Febre
- Dor no corpo
- Manchas no corpo
- Sinais de sangramento
- Vômito
O que fazer se tiver reação adversa
Desta forma, as pessoas vacinadas, nesse período, devem ficar atentas a algum sintoma semelhante a dengue e procurar atendimento médico.
- Os vacinados há mais de 21 dias não necessitam buscar atendimento médico.
A vacina do Butantan evita em 65% a ocorrência de dengue e em mais de 80% casos graves da doença e de hospitalização.
Por que a vacinação foi suspensa?
A medida foi tomada após 42 pessoas apresentarem sintomas graves depois de terem sido vacinadas. Três foram internadas e duas faleceram.
Os casos de reação adversa e as mortes estão sendo investigados para saber se há uma relação de fato com a vacina.
O ministério alerta que a suspensão é uma medida de precaução e que as pessoas vacinadas estão protegidas contra a dengue.
Quem foi vacinado no Brasil e no RS
Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas com o imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. No RS, cerca de 15 mil profissionais da saúde tomaram vacina.
Na primeira fase de implantação, foram vacinadas as populações de três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, passaram a ser vacinados os profissionais de saúde da atenção primária.
Antes de ser adotada no SUS, a vacina passou por todos os ritos necessários para o uso no país. Na fase de testes, foram vacinadas mais de 11 mil pessoas e monitoradas por até cinco anos. Após os testes, a vacina foi autorizada pela Anvisa.





