
A ciência está avançando cada vez mais no diagnóstico de Alzheimer. É o que diz Kaj Blennow, uma das principais referências mundiais no tema. O pesquisador da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, esteve no Brasil pela primeira vez nesta semana, participando do Clinical Research Summit., evento promovido pelo Hospital Moinhos de Vento nesta terça (12) e quarta-feira (13).
O encontro, realizado no Hotel Deville Prime, na zona norte de Porto Alegre, reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir o futuro da pesquisa na área da saúde. Um dos destaques foi o aumento de iniciativas voltadas ao diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas, com potencial de impacto em larga escala no sistema de saúde.
Uma delas é a identificação de um tipo de proteína no sangue, chamada tau fosforilada 217, ou p-tau 217, que funcionaria como biomarcador para avaliar a resposta do organismo a intervenções terapêuticas. Para Blennow, é fundamental seguir desenvolvendo essas pesquisas para garantir a ampliação de acesso da população a novas práticas.
Além da conferência magna, que ficou a cargo do sueco, o encontro abordou assuntos como cardiometabolismo, oncologia, imunobiológicos, medicina de previsão e o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA).
O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, realizou a palestra de abertura do congresso, na noite terça, e destacou que o evento contribui com a qualificação do sistema de saúde do país, além de abrir portas para novas parcerias internacionais no âmbito da pesquisa:
— A pesquisa clínica é um negócio que tem crescido no Brasil, são quase 200 bilhões de investimentos em dólares por ano no mundo, e mais ou menos 4% desses protocolos estão no Brasil. Queremos incentivar o crescimento dessas pesquisas e incentivar que esses pesquisadores venham para o Brasil.
O congresso também contou com palestra do pesquisador Jorge Guimarães, membro do Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Ele apresentou um projeto com o objetivo de fomentar pesquisa e inovação na área da saúde por meio do modelo operacional da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), que financia até um terço dos projetos desenvolvidos por grandes empresas e metade das iniciativas propostas por pequenas e médias empresas.


