
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) operava com restrições em procedimentos eletivos e na emergência de adultos devido à superlotação. A informação foi divulgada por meio de uma nota na tarde de quinta-feira (5). A medida entrou em vigor às 16h.
Na emergência de adultos, a restrição foi de nível máximo. Apenas pacientes encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) eram atendidos.
As intervenções eletivas começaram a ser retomadas nesta sexta-feira (6) após uma pequena melhora no cenário de internações, mas a instituição segue operando acima da capacidade. A emergência de adultos continua com restrição ao atendimento, limitada a casos graves, mas não só com pacientes do Samu. O Clínicas atua com 226% de ocupação, sendo 125 pacientes para 56 vagas.
De acordo com o hospital, desde a quarta-feira (4), apenas casos graves estavam sendo admitidos na emergência para adultos. Mesmo assim, a demanda seguiu elevada, chegando a registrar 169 pacientes em atendimento para uma capacidade de 56 leitos nesta quinta.
O cenário de sobrecarga levou o hospital a suspender procedimentos eletivos, ou seja, aqueles sem urgência imediata ou risco iminente de morte. As medidas começaram a valer às 16h de quinta-feira e tinham previsão de permanecer em vigor por no mínimo 12 horas, segundo o comunicado.
Conforme o Clínicas, a restrição "visa preservar as equipes de saúde e garantir a qualidade do atendimento, dada a complexidade dos pacientes da emergência".
Lotação atinge outros hospitais
Além do Clínicas, outros hospitais de alta complexidade da Capital também apresentavam funcionamento acima da capacidade nesta sexta-feira, conforme dados do painel de monitoramento de emergências da prefeitura, atualizados às 11h.
No Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a emergência de adultos funcionava a 320% da capacidade.
A sobrecarga também foi registrada na Santa Casa. A emergência para adultos estava com ocupação de 229%. No Hospital Conceição, a emergência de adultos também atendia acima da capacidade, com 182% de ocupação.


