
A mpox é causada por um vírus da família Orthopoxvirus, a mesma da varíola humana, erradicada em 1980. A infecção é transmitida principalmente por contato direto como lesões de pele, secreções, mucosas ou objetos contaminados.
Na maioria dos casos, a mpox evolui de forma leve ou moderada. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço e ínguas. Em seguida, surgem lesões na pele que podem começar como manchas e evoluir para bolhas com pus, formando crostas que secam e caem naturalmente.
O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias. A recuperação costuma ocorrer em até três semanas. A letalidade estimada varia de 1% a 10%, com maior risco para crianças e pessoas imunossuprimidas.
Existem dois grandes grupos genéticos: Clado 1 (associado historicamente à África Central) e Clado 2 (ligado à África Ocidental e responsável pelo surto global de 2022).
Dentro deles, há subtipos, como Ia, Ib, IIa e IIb. Neste ano, a OMS confirmou ainda a identificação de uma nova variante resultante da recombinação entre subtipos Ib e IIb.
O clado IIb foi o principal responsável pela disseminação internacional em 2022, especialmente por transmissão sexual. Já o clado Ib tem sido descrito como potencialmente mais grave, embora essa percepção venha sendo revista.
Casos confirmados no Brasil
Conforme o balanço mais recente do Ministério da Saúde, o Brasil soma 88 casos confirmados de mpox em 2026. A maior parte das ocorrências está concentrada em São Paulo, que responde por 63 registros.
Os demais casos foram notificados no Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (um), Santa Catarina (um) e Paraná (um).
No dia 17 fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou o segundo caso na capital gaúcha neste ano. O paciente reside no município, mas teria contraído a infecção fora do Estado.
Como se prevenir?
As autoridades reforçam que medidas simples ajudam a conter a disseminação. Confira a seguir.
- Evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas
- Não compartilhar copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas
- Higienizar as mãos com frequência especialmente após tocar superfícies em locais públicos, usar transporte coletivo ou interagir com outras pessoas
- Em aglomerações muito densas, máscaras podem oferecer proteção adicional, principalmente se houver circulação ativa do vírus
O Brasil oferece vacinação para públicos específicos, como pessoas que vivem com HIV com baixa contagem de células CD4 e profissionais que atuam diretamente com Orthopoxvírus em laboratório.
Há também estratégia de imunização pós-exposição para contatos de casos confirmados ou suspeitos.
Quando buscar atendimento?
O Ministério da Saúde recomenda a procura por atendimento em caso de sintomas e manter isolamento até avaliação médica.

