
Os quase 2 mil profissionais que atuam em unidades básicas de saúde das zonas norte e leste de Porto Alegre não devem ser afetados pela troca de gestão dos postos. A garantia foi dada pelo secretário de Saúde, Fernando Ritter, em entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (16).
A mudança de administração ocorre devido ao término do contrato da prefeitura com a Santa Casa de Porto Alegre e com a Rede de Saúde Divina Providência. As instituições são responsáveis pelos serviços em 68 postos, mas apresentaram propostas financeiras superiores ao valor que a prefeitura diz ter condições de arcar.
Mesmo com a troca, conforme o secretário, o objetivo é que os profissionais permaneçam trabalhando nos postos:
— Da nossa parte está certíssimo, queremos muito mesmo que as equipes permaneçam. Nós vamos sentar com as instituições que vencerem e informar que queremos os profissionais. O trabalho da atenção primária em saúde prima pela continuidade.
O clima é de incerteza entre alguns funcionários. Uma técnica de enfermagem que atua em uma unidade da zona norte da Capital afirma que os profissionais não foram comunicados sobre o encerramento do contrato e aguardam definições:
— Ninguém veio falar conosco. Todos os técnicos, médicos e enfermeiros dependem do salário para manter a casa, para manter a família. Então tá todo mundo inseguro, com medo, todo mundo ansioso, né? Não tem como ser diferente. É importante que a gente mantenha o trabalho e o salário não diminua drasticamente, precisamos disso — disse a profissional que preferiu não se identificar.
Um edital será aberto ainda em janeiro para que novas empresas assumam o serviço de atenção primária. As instituições terão de cumprir exigências determinadas pelo município, como comprovação de experiência, controle de qualidade e equilíbrio financeiro.
Segundo Ritter, os critérios garantem a manutenção da qualidade do serviço prestado. A previsão é de que as novas instituições assumam a gestão dos postos durante o mês de maio.
Atendimentos também não serão afetados, garante secretário
Segundo o secretário, a troca não vai afetar o atendimento em saúde mesmo. A mudança de gestão ocorrerá entre o Outono e o Inverno.
— Nós vamos estar em período de início de inverno. Não há chance nenhuma de ter falta de profissionais ou de afetar os atendimentos. Não haverá descontinuidade da assistência.
