
A influenciadora digital Isabel Veloso, de 19 anos, morreu vítima de linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. A informação foi confirmada neste sábado (10) pelo marido, Lucas Borbas, em uma publicação no Instagram (veja abaixo).
Isabel ficou conhecida por compartilhar com os seguidores a rotina de tratamento contra o câncer e reflexões sobre a doença.
Segundo Marcelo Capra, médico hematologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, a doença é mais comum em jovens adultos, entre 20 e 40 anos, e também em pessoas acima dos 55. Por isso, é preciso estar atento à forma como ela se manifesta.
— Esses gânglios não dolorosos e não associados a infecções comuns são os que merecem mais atenção e devem ser monitorados. Se houver sintomas como febre, emagrecimento e suores noturnos, isso também aumenta o grau de suspeita. Mas, via de regra, pode haver manifestações mais isoladas, como apenas tosse — explica Capra.
Como é feito o diagnóstico
Além disso, esses sinais costumam ser confundidos com infecções comuns, o que pode atrasar a busca por atendimento médico. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica, exames de imagem e, principalmente, pela biópsia do linfonodo afetado.
— O diagnóstico sempre é feito por meio de biópsia. Antes disso, quando chega alguém com gânglios aumentados, a gente costuma fazer exames clínicos e exames de sangue para descartar doenças infecciosas, que são mais comuns, especialmente em jovens, como viroses, mononucleose, citomegalovírus ou HIV — diz Capra.

Como é o tratamento
De acordo com o especialista, o tratamento do linfoma de Hodgkin é feito com quimioterapia, padrão inicial para praticamente todos os estágios da doença. Diferentemente de outros tumores, o linfoma não pode ser tratado com cirurgia.
A doença é classificada em estágios de 1 a 4, conforme a extensão no corpo. Quanto mais precoce o estágio, mais simples tende a ser o tratamento, mas mesmo nos estágios mais avançados as chances de cura seguem sendo altas.
— Quando a doença não responde ao primeiro tratamento ou volta, existem outras estratégias, como a quimioterapia de resgate e o transplante autólogo de medula óssea, em que o próprio paciente doa a medula para si mesmo — diz Capra.
Se a doença voltar, há ainda outras opções, como a imunoterapia, que reforça o sistema imunológico para que ele consiga reconhecer e atacar as células doentes. Em casos mais raros, pode ser necessário o transplante alogênico de medula, com doação de um familiar.




