
O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) acionou o Ministério Público (MPRS) para que a Justiça determine intervenção estadual na gestão da saúde em Canoas. A ação aponta, entre os motivos, a desassistência à população. O município é referência para mais de 100 cidades gaúchas.
Essa é a segunda vez em 2025 que o órgão recorre ao Ministério Público para solicitação de intervenção. O primeiro pedido foi feito durante o mês de junho.
Conforme o Cremers, a situação é caótica. Entre os problemas apontados estão a falta de médicos nas escalas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no atendimento de pacientes do pronto-socorro dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças. A situação resulta na desassistência à população.
Além da solicitação, um ofício foi enviado para a Secretaria Estadual da Saúde (SES) e a Secretaria de Saúde de Canoas (SMS) para que seja apresentado um plano de contingência a fim de garantir os atendimentos. Procurada, a SES informou que ainda não recebeu o documento.
Em nota, a prefeitura de Canoas afirma que tem tomado medidas para garantir o atendimento integral na área da saúde. Em relação à falta de médicos nas UPAs, o município alega que não é informado com "antecedência das faltas de médicos nas unidades, o que resulta em mais demora para reposição destes profissionais". A situação está sendo tratada com o IBSaúde, responsável pelas escalas, e com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).


